nsc
santa

Crueldade

Caso Luna: mãe e padrasto viram réus após Justiça aceitar denúncia por tortura, estupro e homicídio

Menina de 11 anos foi encontrada morta na madrugada do dia 14 de abril, em Timbó

01/08/2022 - 20h47

Compartilhe

Camilla
Por Camilla Martins
Menina de 11 anos foi encontrada morta na madrugada do dia 14 de abril
Menina de 11 anos foi encontrada morta na madrugada do dia 14 de abril
(Foto: )

A mãe e o padrasto de Luna Gonçalves, de 11 anos, viraram réus após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A menina foi encontrada morta na madrugada do dia 14 de abril, em Timbó, no Vale do Itajaí. 

> Receba notícias de Blumenau e do Vale por WhatsApp

De acordo com o Ministério Público, a ação penal foi ajuizada pelas Promotorias de Justiça da Comarca de Timbó com relatos sobre os crimes que ocorreram até o mês de abril, na casa dos acusados. Segundo as investigações, a mãe e o padrasto de Luna passaram a agredir a menina diariamente como forma de castigar a menina, além disso, eram impostos castigos, repetidas vezes, sendo usada também violências físicas brutais, com socos, tapas, golpes com chinelos e surras com pedaços de mangueiras de jardim.

Segundo os Promotores de Justiça Alexandre Daura Serratine e Tiago Davi Schmitt, que assinam a ação, a violência física era acompanhada de graves ameaças, com o objetivo de aterrorizar a menina e reduzi-la psicologicamente. De acordo com o Ministério Público, os acusados prometiam causar mal se a menina contasse sobre as agressões a alguém ou se ela não fosse obediente às vontades da mãe e do padrasto. Eles impediam, inclusive, a criança de frequentar a escola, temendo que as agressões fossem descobertas, segundo o MPSC. 

Luna morreu após ter sofrido golpes contra o rosto, cabeça e o tórax. De acordo com o Ministério Público, o laudo cadavérico indicou que, na ocasião, ela foi estuprada, pois evidenciou que havia sido submetida à conjunção carnal.

"Torcia para que fosse mentira", diz pai de menina de 11 anos morta em Timbó

Segundo os promotores de Justiça, após a morte da menina, a mãe e o padrasto apagaram a memória de seus celulares e iniciaram a limpeza e reorganização da cena do crime. Em depoimento à polícia, a mãe ainda se acusou falsamente, assumindo toda a responsabilidade pela morte da filha, para proteger seu companheiro.

Segundo o MPSC, o casal foi acusado pelos crimes de homicídio - qualificado por ter sido praticado por motivo fútil e torpe; com meio cruel; sem possibilidade de defesa; e por se tratar de feminicídio -, estupro de vulnerável, tortura, cárcere privado e fraude processual. A mãe ainda responde por autoacusação falsa.

Ao receber a denúncia, o Juízo da Comarca de Timbó manteve os réus presos preventivamente.  

Leia também

Laudo revela brutalidade com que menina de 11 anos foi assassinada em Timbó

Caso Luna: mãe e padrasto são indiciados por estupro, tortura e feminicídio

Colunistas