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    Entrevista

    Casos ativos de covid-19 aumentam 33% em SC em uma semana, afirma secretário de Saúde

    Praias lotadas no feriado podem provocar segunda onda, alerta André Motta Ribeiro

    12/10/2020 - 18h38 - Atualizada em: 12/10/2020 - 19h01

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    Por Márcio Serafini
    André Motta Ribeiro
    Para o secretário, ambiente político torna mais difícil o cumprimento das regras e a fiscaização
    (Foto: )

    Em uma semana, o número de casos ativos de coronavírus em Santa Catarina aumentou cerca de 33%, passando de 6 mil para 8 mil. A informação é do secretário de Saúde do Estado, André Motta Ribeiro. Em entrevista ao Estúdio CBN Diário desta segunda-feira (12), ele manifestou preocupação com os relatos de praias lotadas nesse feriadão:

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    - As pessoas estão confundindo regramento com relaxamento. Não tenho dúvida: isso vai ter reflexo, e talvez tenhamos uma segunda onda - alertou Ribeiro.

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    O secretário afirma que o índice de isolamento social vem se mantendo na faixa de 35%, o que é considerado insuficiente para conter o avanço da covid-19. Ribeiro admite que é difícil garantir o cumprimento das medidas preventivas, em função do tempo de pandemia e do ambiente político, marcado por ameaça de impeachment contra o governador e sucessão municipal.

    - São sete meses de pandemia, nao é fácil. O momento político é delicado. Quando se olha para o governo do Estado e para as eleições municipais, fica ainda mas difícil - pondera.  

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    Apesar do aumento no número de pacientes ativos na última semana, a tendência vem sendo de redução do contágio. Conforme o governo do Estado, há duas regiões com alta no número de casos (Grande Florianópolis, com 16,1%, e Foz do Rio Itajaí, com 2%), enquanto as demais estão em queda. Mesmo assim, ainda em um patamar preocupante.

    - O problema é que as pessoas não entenderam isso ainda. Essa doença é grave, é multissistêmica, e o que vai acontecer daqui para a frente é uma incógnita. Se a sociedade não aderir, a batalha contra o coronavírus será inglória - adverte RIbeiro.

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    Apesar das praias cheias indicarem que a proibição de ficar na orla caiu em esquecimento, o secretário descarta liberar a presença em áreas livres. Segundo ele, a fiscalização é muito difícil, diferentemente do que acontece em estabelecimentos como bares e restaurantes.

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