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    Pandemia

    Catarinenses que estavam na Nova Zelândia conseguem ajuda para voltar ao Brasil

    Vindos de sete cidades de SC, grupo estava com dificuldades e não tinha previsão para retorno por causa da pandemia

    28/06/2020 - 10h03 - Atualizada em: 28/06/2020 - 10h10

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    Patrícia
    Por Patrícia Della Justina
    Catarinenses de sete cidades desembarcaram neste fim de semana
    Catarinenses de sete cidades desembarcaram neste fim de semana
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    Foram 35 horas da viagem mais esperada para um grupo de 12 catarinenses que estavam na Nova Zelândia sem perspectiva de retorno ao Brasil. Eles desembarcaram em terras brasileiras no último sábado (27) após conseguirem auxílio do Governo do Estado de SC. No grupo estavam catarinenses de Itajaí, Jaraguá do Sul, Florianópolis, Imbituba, Tubarão, São Joaquim e de Caçador.

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    O casal Marli Kelbert Silva e Cesar Moacir Silva, de Jaraguá do Sul, conta que viajaram ao país da Oceania para ajudar a filha que acabara de dar à luz a neta deles. Eles foram com data marcada para retornar, mas a pandemia mudou todo o trajeto. 

    - Não tínhamos nenhuma previsão de retorno e isso nos deixava angustiados. Tínhamos onde ficar lá, mas preocupados com as coisas aqui. Queríamos estar em casa - detalha o comerciante aposentado. 

    Casal de Jaraguá do Sul não tinha perspectiva de retorno
    Casal de Jaraguá do Sul não tinha perspectiva de retorno
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     Cesar destaca a mobilização do Governo no auxílio para volta para casa. Segundo ele, no mesmo voo de repatriação estavam brasileiros de outros estados e que somente Santa Catarina ofereceu apoio e estrutura para o transporte dos repatriados até suas casas.

    - Se sentir acolhido é muito importante nesse momento de retorno ao lar - pontua. 

    Depois de três anos morando na Nova Zelândia, o casal Cristian Oliveira e Caroline Rocha e o filho Heitor, de quatro anos, conseguiram voltar para a casa que deixaram em Itajaí. O caminho de volta é encarado como um recomeço perto da família.

    - A gente estava inseguro e preocupado, quando surgiu a oportunidade de voltar, não pensamos duas vezes - contou o carpinteiro que atuava na construção civil. A família queria continuar morando na Nova Zelândia, mas a pandemia mudou os planos. Cristian perdeu o emprego e a situação financeira começou a ficar difícil.

    Família de Itajaí se emocionou com o reencontro após três anos
    Família de Itajaí se emocionou com o reencontro após três anos
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    - Agora estamos em casa, vamos avaliar tudo com calma e fazer um novo recomeço. Por enquanto, quero aproveitar a família por perto e saber como eles estão - disse Caroline. A irmã dela, moradora de Itajaí, foi quem os recebeu. As lágrimas substituíram os beijos e abraços que, em outros tempos, marcariam o reencontro.

    O governador Carlos Moisés ressalta a importância do acolhimento. 

    - É uma alegria receber e acolher essas pessoas que estavam passando por dificuldades, numa situação de insegurança e longe do apoio da família. Essa volta para a casa representa esperança e reforça nosso compromisso de cuidar dos catarinenses, especialmente neste momento - disse o governador Carlos Moisés.

    Como funcionou a repatriação

    Assim que foi confirmada a vinda dos catarinenses, o Governo do Estado, por meio da Secretaria Executiva de Assuntos Internacionais (SAI), estudou cada um dos casos e quais necessidades precisariam ser atendidas para o retorno com segurança até o destino final. 

    Um dos desafios eram as restrições do transporte coletivo interestadual e, para isso, a SAI contou com o apoio da Casa Militar do Governo de Santa Catarina. A gestora de Relações Internacionais da pasta, Júlia Baranova, lembra que desde meados do mês de março foi criado um plantão de atendimento para catarinenses que estão em outros países e, que por conta da pandemia, encontram dificuldades em voltar para casa.

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    Da Nova Zelândia até Santa Catarina foram pelo menos 35 horas de viagem. Eles vieram em um voo de repatriação que saiu da cidade de Auckland, na Nova Zelândia, até Santiago, no Chile. Para chegar ao Brasil, o grupo pegou outro voo até Guarulhos, em São Paulo.

    Ao chegar em São Paulo, os catarinenses se deslocaram por meio de veículos Corpo de Bombeiros Militar e outros dois veículos de apoio disponibilizados pelo Governo de SC. A ação foi intermediada pela Secretaria Executiva de Assuntos Internacionais (SAI) e contou com o apoio de servidores do setor de transportes do Governo, coordenado pela Casa Militar, para fazer a recepção do grupo e translado até Santa Catarina

    Eles saíram de São Paulo por volta das 23h e a viagem até Santa Catarina durou pouco mais de sete horas. 

    - Preparamos uma logística que garantisse o máximo de zelo e cuidado no transporte”, explicou o tenente-coronel BM George de Vargas Ferreira, que coordenou a operação para o transporte dos catarinenses repatriados.

    Por volta das 6h30 deste sábado, 27, os veículos trazendo os catarinenses cruzaram a última divisa para Santa Catarina, pelo município de Garuva, no Norte. 

    Na divisa entre Paraná e Santa Catarina, mesmo com a chuva fraca, o momento foi de comemoração. Todos desceram do micro-ônibus e agradeceram por estar novamente em solo catarinense.

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    180 catarinenses repatriados

    Com trabalho e diálogo junto às embaixadas do Brasil em diversos países, já foram repatriados 180 catarinenses. Além do grupo da Nova Zelândia, houve auxílio para catarinenses em Portugal, França, Itália, Estados Unidos, Indonésia, Índia, Argentina, Chile e Bolívia.

    A SAI também atua na assistência de catarinenses que estão precisando de cestas básicas, abrigos, medicamentos e alimentos em outros países.

    - A pandemia agrava ainda mais a situação dessas pessoas que já estão com dificuldades financeiras e abaladas psicologicamente. Nosso papel é ajudá-las. Hoje conseguimos cumprir a missão de garantir que todos chegassem bem em suas casas - comemorou Júlia.

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