Integrantes do Itamaraty revelaram que a autópsia de Juliana Marins, que morreu ao cair em uma trilha na Indonésia, será realizada na noite desta quarta-feira (25), no fuso horário de Brasília. O corpo da brasileira foi resgatado durante esta manhã, em uma operação que durou cerca de 14 horas.
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A autópsia é um exame que pode determinar a causa, a maneira e as circunstância da morte de Juliana Marins. O deslocamento até o local onde será feito o exame pode levar até duas horas, já que o Monte Rinjani fica longe do centro urbano mais próximo, no hospital Bhayangkara Polda NTB.
Traslado para o Brasil
O traslado do corpo não poderá ser custeado pelo governo brasileiro, de acordo com as leis nacionais, que limitam a assistência consular. Juliana caiu na trilha na sexta-feira (20), em uma profundidade de 250 metros, e foi vista viva por meio de um drone. No entanto, o resgate só conseguiu chegar até a brasileira na terça-feira, quando ela já estava sem vida.
A família alega que Juliana sofreu uma “grande negligência” por parte da equipe de resgate. Segundo os familiares, que atualizaram o caso pelas redes sociais, se o resgate tivesse chegado até Juliana em 7h, ela ainda estaria viva. “Juliana merecia muito mais. Agora nós vamos atrás de justiça por ela, porque é o que ela merece”, escreveu a família na postagem.
Veja fotos de Juliana
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Entenda o caso
Juliana ficou quatro dias esperando o resgate e permaneceu no local, sem água, sem comida e ao relento. O Monte Rinjani possui 3.726 metros de altitude, sendo o segundo vulcão mais alto da Indonésia, com uma das trilhas mais complicadas do país. O percurso pode durar de dois a quatro dias e inclui trechos íngremes, instabilidade climática e riscos elevados, especialmente em épocas de neblina.
Equipes de resgate estavam tentando resgatar Juliana desde sábado (21), quando ela estava a uma profundidade de 250 metros. Por causa do terreno instável do vulcão, a brasileira estava “escorregando” cada vez mais para baixo e, por causa das condições climáticas, com forte neblina, as buscas estavam lentas. As informações foram divulgadas pela irmã de Juliana, Mariana Marins, que atualizava diariamente as redes sociais.
Na segunda-feira (23), o Parque Nacional do Monte Rinjani informou que a brasileira já estava a 500 metros de profundidade, “visualmente imóvel”.
Nesta terça-feira (24), Juliana foi vista a cerca de 650 metros da trilha, ainda mais abaixo. Algumas horas depois, a família confirmou que a brasileira foi encontrada já sem vida.
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Para a família de Juliana, que ouve relatos de pessoas que trabalham no parque, ela foi abandonada pelo guia e entrou em desespero.
— Ela não sabia para onde ir, não sabia o que fazer. Quando o guia voltou, porque viu que ela estava demorando muito, ele viu que ela tinha caído lá embaixo — disse a irmã de Juliana.
O guia Ali Musthofa, em entrevista ao O Globo, disse que pediu para que Juliana descansasse e que o combinado era que ele iria a esperar um pouco mais a frente. Segundo o relato, ele ficou a três minutos de distância dela, mas que “depois de uns 15 ou 30 minutos, a Juliana não apareceu”.
*As informações são da Folha de S. Paulo, g1 e CNN
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