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Pandemia

CDL de Joinville pede lockdown de sete dias em documento entregue ao prefeito

Entidade cita que atuais medidas não foram suficientes para controlar a disseminação do coronavírus

08/03/2021 - 07h20 - Atualizada em: 08/03/2021 - 08h44

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Hassan
Por Hassan Farias
Movimento no Centro de Joinville
Movimento no Centro de Joinville
(Foto: )

Em documento entregue ao prefeito Adriano Silva, a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) pediu que seja decretado lockdown de sete dias em Joinville. A entidade sugere o fechamento de comércio, indústria e serviços até o dia 14, além da adoção de toque de recolher das 20 às 6 horas e a manutenção do limite de ocupação de 25% para comércio, restaurantes e indústria.

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Segundo a CDL, o documento foi entregue no fim de semana ao gabinete de crise, criado pela prefeitura e liderado por Adriano Silva, como sugestão de medidas a serem tomadas para tentar frear o avanço do coronavírus. No ofício, a entidade cita que as atuais medidas não foram suficientes para controlar a disseminação do vírus.

Na sugestão de lockdown enviada à prefeitura, a CDL defende que permaneçam abertas apenas as atividades consideradas essenciais, como as relacionadas à alimentação, saúde e higiene da população. E mesmo estas não poderiam vender outros produtos não-essenciais. A entidade cita o exemplo de supermercados, que seriam proibidos de vender eletrodomésticos ou eletrônicos.

- Tal medida é impositiva para evitar que as normas de isolamento social possam ser burladas, de modo injusto para o comércio segmentado, por meio da venda de produtos de toda e qualquer natureza por estabelecimentos que têm a autorização para abrir apenas em razão da comercialização de produtos essenciais - defende.

CDL critica lockdown apenas para o comércio

Na semana passada, o presidente da CDL, José Manoel Ramos, havia criticado o lockdown em vigor apenas nos fins de semana. Em entrevista ao colunista Claudio Loetz, ele afirmou que "o Estado deu um canetaço em cima dos mais fracos". A defesa de Ramos é de que todos os segmentos e portes de empresas precisam adotar o lockdown.

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No ofício entregue à prefeitura, a CDL defende que o lockdown apenas para o comércio não é capaz de frear o avanço da pandemia. Segundo a entidade, o setor foi o que mais se adaptou e contribuiu para evitar a propagação até o momento.

- O pequeno comércio tem sido o mais cobrado pelas autoridades e alvo fácil de medidas restritivas, quando é notório que a contaminação ocorre em outros ambientes que geram aglomeração de pessoas, como festas e eventos particulares - diz o documento.

Prefeitura deve anunciar novas medidas

A prefeitura de Joinville afirmou que os comitês estratégicos de combate ao coronavírus estão sendo consultados pela prefeitura para saber a posição em relação às medidas restritivas. A CDL faz parte do comitê econômico, que é formado por outras entidades, como ACIJ, Ajorpeme e Acomac.

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O município disse que respeita a decisão da CDL em tornar seu posicionamento público, mas não vai se posicionar individualmente sobre o assunto. As posições dos comitês serão levadas por seus coordenadores ao gabinete de crise para serem discutidas nesta segunda-feira (8), quando sairão as novas medidas que terão vigência a partir de quarta-feira (10).

No último domingo (7), após uma reunião emergencial do gabinete de crise, a prefeitura emitiu uma nota em que afirma estar estruturando o endurecimento das medidas restritivas. De acordo com o município, há um iminente colapso das unidades de saúde da rede privada e pública.

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