Celulares de diferentes marcas, avaliados em cerca de R$ 3 mil cada um, drogas embaladas, cabos e até figurinhas do álbum da Copa do Mundo. Tudo isso foi encontrado no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão da megaoperação pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) nesta quarta-feira (1°).

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A força-tarefa tem como alvo a facção criminosa PCC, que atuava dentro e fora de presídios. Essa é a maior operação da história do Gaeco catarinense, com mais de 320 ordens judiciais, incluindo 151 mandados de prisão temporária, em seis estados brasileiros, incluindo Santa Catarina.

Em uma foto divulgada pelo Gaeco do Ministério Público do Mato Grosso do Sul, é possível visualizar pelo menos 16 celulares. Entre os modelos, estão marcas conhecidas como Samsung, Xiaomi e Motorola, com valores que variam entre R$ 700 e R$ 3,2 mil.

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Também foram apreendidos fones de ouvido, com e sem fio, além de carregadores. Na imagem, chama a atenção nove figurinhas utilizadas no álbum da Copa do Mundo, colocadas nas capas de dois celulares. Cerca de 15 embalagens com drogas também foram apreendidas.

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Investigados atuavam dentro e fora de presídios

A maior parte dos mandados, tanto de busca e apreensão quanto de prisão temporária, estão sendo cumpridos em Santa Catarina. Ao todo, das 320 ordens judiciais expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas, 236 estão sendo cumpridas em território catarinense, com 116 prisões de suspeitos de integrarem a organização criminosa. Não há informações, até a publicação desta matéria, sobre o número de pessoas detidas efetivamente.

Conforme o MPSC, a Operação Coluna Sul cumpriu mandados em pelo menos 30 cidades catarinenses contra suspeitos de integrarem a organização criminosa, como uma força-tarefa que acontece como desdobramento das investigações iniciadas no âmbito da operação Maserati.

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Segundo a investigação, os suspeitos estariam envolvidos na prática de crimes como homicídios, organização criminosa, tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico, e porte ilegal de armas de fogo

Em Santa Catarina, os mandados são cumpridos nas seguintes cidades:

  • Abelardo Luz
  • Araquari
  • Belmonte
  • Blumenau
  • Caibi
  • Campo Alegre
  • Canoinhas
  • Chapecó
  • Concórdia
  • Florianópolis
  • Governador Celso Ramos
  • Irani
  • Itajaí
  • Itapoá
  • Joaçaba
  • Joinville
  • Lages
  • Maravilha
  • Penha
  • Pinhalzinho
  • Ponte Serrada
  • São Bento do Sul
  • São Cristóvão do Sul
  • São José
  • São Pedro de Alcântara
  • Tigrinhos
  • Tijucas
  • Tubarão
  • Xanxerê
  • Xaxim

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As ordens judiciais são cumpridas, além de Santa Catarina, no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

Mais de 100 integrantes do Gaeco participaram da ação, assim como 552 agentes de segurança pública, com emprego de 198 viaturas e 2 helicópteros em uma mobilização logística em cinco bases operacionais em Santa Catarina. As bases estão dispostas em Florianópolis, Joinville, Lages, Chapecó e São Miguel do Oeste.

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Participam, também, os Gaeco dos Ministérios Públicos e as forças de segurança do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais

Suspeito morreu em confronto

Durante o cumprimento dos mandados no Paraná, agentes do Gaeco foram alvos de disparos, segundo o MPSC, quando os suspeitos perceberam a presença da equipe, o que deu início a um confronto. Um dos suspeitos, que integraria a facção, acabou sendo atingido por tiros depois de disparar contra os policiais com uma pistola com seletor de rajada e morreu no local.

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Investigação segue em andamento

Com os materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Científica catarinense realizará exames periciais para que o Gaeco dê continuidade às investigações, vinculadas à 39ª Promotoria de Justiça da Capital.  

No momento, a investigação tramita em sigilo.