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    Centro e Ingleses são os bairros de Florianópolis com mais casos ativos de Covid-19

    No total, a Capital catarinense tem 1.660 pacientes infectados e ainda capazes de transmitir o vírus

    19/02/2021 - 07h00 - Atualizada em: 19/02/2021 - 10h19

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    Clarissa
    Por Clarissa Battistella
    Locais de maior circulação de pessoas também acumulam mais casos
    Locais de maior circulação de pessoas também acumulam mais casos
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    Dois bairros de Florianópolis concentram os números mais altos de casos ativos de coronavírus. O Centro é um deles. O outro é Ingleses, no Norte da Ilha. Cada um tem 80 doentes em tratamento, segundo dados da prefeitura municipal desta quinta-feira (18). Em terceiro no ranking está o Itacorubi, com 70.

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    No total, a Capital catarinense tem 1.660 pacientes infectados e ainda capazes de transmitir o vírus, de acordo com dados do Covidômetro, atualizados diariamente pela prefeitura.

    Desde o início da pandemia, o município já confirmou 57.115 diagnósticos da doença e 442 mortes, ainda segundo a prefeitura. Outros 18.818 exames seguem em análise na Capital.

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    No acumulado de casos por bairro, a lista segue uma ordem similar, com o Centro em primeiro, com 6.577 casos confirmados, seguido de Ingleses, com 3.814 e do Itacorubi, com 2.564 (confira tabela abaixo). A reportagem considerou apenas os números absolutos e não o relativo, que leva em conta quantas pessoas residem e circulam na região.

    Epidemiologista e integrante do Departamento de Saúde Pública da UFSC, Lúcio Botelho, explica que é necessário avaliar a população flutuante, a real, e a estimada para fazer uma análise adequada da transmissão em cada uma dessas áreas. No entanto, o especialista também destaque que quanto mais pontos de comércio ou de lazer existirem nos locais, como ocorre nos bairros de Florianópolis, maiores serão as aglomerações e o número de contaminados.

    - A gente só teria chance (de reduzir o contágio) se realmente fechasse. Nós tínhamos que ter a coragem de fechar o país inteiro por 21 dias, pra dar uma quebra de circulação do vírus – comenta Botelho.

    Para o epidemiologista, embora existam protocolos definidos sobre como agir nos espaços de maior circulação, é necessário convencer a população de sua importância:

    - Eu não acredito em protocolos que precisem de fiscalização. Se pessoas acreditassem, elas seguiriam. Mas a leitura que se passa é de que se tiver leito de UTI disponível, as pessoas vão se salvar. E então, só vão ter noção real da doença quando uma pessoa próxima morre.

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    Bairros com mais casos ativos na Capital

    Entre os bairros com mais casos ativos, ainda aparecem o Rio Vermelho, Estreito, Trindade, Córrego Grande e Canasvieiras. Agronômica e Coqueiros também seguem a lista e aparecem lado a lado. Confira abaixo.

    Centro - 80 casos ativos.

    Ingleses - 80 casos ativos.

    Itacorubi - 70 casos ativos.

    Rio Vermelho - 61 casos ativos

    Estreito - 53 casos ativos. 

    Trindade - 44 casos ativos.

    Córrego Grande - 43 casos ativos.

    Canasvieiras - 42 casos ativos.

    Agronômica - 34 casos ativos.

    Coqueiros - 34 casos ativos.

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