O Centro Universitário Católica de Santa Catarina promoveu nesta semana uma ação para regularização de documentos aos migrantes e refugiados que moram em Joinville. O serviço gratuito foi disponibilizado desde quarta-feira (24) até o meio-dia de quinta-feira (25).

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Jeison Giovani Heiler, professor de direito da Católica e coordenador do projeto, busca com que os migrantes tenham mais cidadania no Brasil. De acordo com Heiler, Joinville é uma região que possui um grande fluxo migratório e, por ser uma cidade de grande desenvolvimento industrial, acaba sendo muito procurada por esse público.

— O estado brasileiro fez uma alteração na sua legislação e a gente tem esse novo enfoque, que é ficar de braços abertos e procurar instrumentalizar o direito dessas populações. Então, a Católica com seus parceiros percebe a necessidade de passar a ofertar esse serviço e começa agora — conta Jeison.

O projeto surgiu com a ideia de fazer com que os conhecimentos que eram desenvolvidos dentro da instituição pudessem refletir nas ações da comunidade. A primeira demanda foi apresentada na prefeitura e, consequentemente, foram procuradas as parcerias.

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— Nesse primeiro momento, a gente faz o serviço de regularização documental. São processos de refúgio, processos de regularização da permanência desses migrantes. Um dos serviços que a gente oferta e vai se articular com esse projeto é o português como língua de acolhimento, um projeto que a Católica já executa há algum tempo — relata Jeison.

Anna Luiza Odebrecht Dias, agente de proteção do Círculo de Hospitalidade, destaca a importância desta ação em Joinville.

— Estar aqui é importante para fortalecer parcerias com outros entes no apoio aos migrantes e refugiados que residem na cidade, e precisam desse apoio mais contínuo.

Um projeto que muda vidas

Yaritza Del Valle, venezuelana que está no Brasil desde novembro, compareceu ao evento na busca pela regularização de documentação.

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— Um amigo me disse que havia uma jornada para ajudar migrantes. Estou aqui procurando tirar um documento com foto para que eu possa buscar emprego. Sem a documentação, fica difícil trabalhar e gerar renda — conta.

Yaritza veio da Venezuela junto com sua irmã e adora Joinville. De acordo com ela, a cidade é mais bonita do que haviam lhe falado.

— Minha irmã disse que aqui era muito bom, muito bonito. Essa chance pode melhorar minha vida e a vida da minha família. Eu vim primeiro, mas vou buscar meus filhos — afirma.

**Com informações do repórter Bruno Abdala

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