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    Centros acadêmicos de 15 cursos da UFSC anunciam greve, e outros 30 discutem adesão 

    Movimento é motivado pelos cortes de verbas repassadas pelo governo federal à universidade

    05/09/2019 - 13h57 - Atualizada em: 05/09/2019 - 18h15

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    Karollayne
    Por Karollayne Rosa
    UFSC
    Paralisação foi decidida pelos Centros Acadêmicos (CAs) de cada curso
    (Foto: )

    Pelo menos 15 cursos estão em greve na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A decisão foi anunciada após assembleias realizadas ao longo da semana (confira a lista completa abaixo). Outros 30 cursos têm assembleias marcadas entre esta quinta-feira (5) e a próxima segunda (9), onde irão discutir a adesão à greve. A paralisação foi decidida pelos Centros Acadêmicos (CAs) de cada curso, individualmente, e não se trata de uma decisão oficial da universidade.

    O Centro Acadêmico do curso de Farmácia foi um dos que aderiu à paralisação das atividades formais. Desde o meio-dia de terça-feira (3), os estudantes têm desenvolvido atividades paralelas relacionadas às reivindicações.

    A decisão foi aprovada em uma assembleia realizada na segunda-feira (2), que determinou a paralisação entre o meio-dia de terça-feira (3) e as 18h desta quinta-feira (5). A assembleia aprovou também a adesão a qualquer paralisação ou greve convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) Luís Travassos, que atualmente está em estado de greve — uma assembleia estudantil marcada para terça-feira (10) discutirá novamente o tema.

    A estudante do 6º período do curso de Farmácia Isabella Caldas explica que trata-se de uma greve ativa, onde os estudantes continuam indo à universidade, mas desenvolvem atividades alternativas.

    — Nós estamos promovendo rodas de conversa sobre (os temas que motivaram a greve). Hoje de manhã, por exemplo, nós tivemos uma discussão com o CA de Economia sobre o parâmetro econômico do programa Future-se. Não é só parar, é uma greve ativa, a gente está dialogando com professores e estudantes sobre o que está acontecendo, indo a escolas, promovendo discussões — explica.

    Ela conta que as aulas formais no curso continuam, pois nem todos os professores aderiram à paralisação.

    Redução de recursos tem afetados aulas práticas, diz estudante

    A estudante conta que a adesão à greve foi motivada por duas razões: os cortes de verbas repassadas à UFSC, anunciada pelo governo federal, e o programa Future-se, rejeitado pelos estudantes em assembleia realizada na última terça-feira.

    De acordo com Isabella, os estudantes de Farmácia têm sido diretamente afetados pela redução dos recursos da instituição, porque a maioria das aulas são em laboratórios.

    — Nosso curso é muito prático. Usamos muitos reagentes, a gente precisa de laboratório, técnicos, produtos. Já viemos sofrendo com a precarização do ensino há muito tempo. A gente já está tendo que usar produtos vencidos, deixar de fazer atividades. Esses cortes tornaram tudo praticamente inviável porque a gente não tem como sustentar — afirma.

    Além da Farmácia, o desenvolvimento de pesquisas na área da saúde também tem sido diretamente afetado pela redução dos recursos, conforme relata a estudante. O Centro de Ciências da Saúde (CSS) reúne trabalhos de pesquisa de professores e estudantes, que dependem de bolsa para desenvolver os projetos.

    — Muitos alunos fazem iniciação científica. Eu mesma sou estagiária do Hospital Universitário (HU) e também preciso de uma bolsa. Assim como eu, muitas pessoas dependem dessas boas para se manter na universidade, desenvolver um trabalho acadêmico. Se essas bolsas forem cortadas, isso afeta a gente — afirma.

    Confira a lista de cursos que aderiram à greve

    - Arquitetura e Urbanismo

    - Artes Cênicas

    - Biologia (entra em greve a partir de segunda-feira)

    - Educação do Campo - Turma litoral Griod'meiembipe

    - Engenharia de Computação (Araranguá - a partir de terça-feira)

    - Engenharia de Energia (Araranguá)

    - Farmácia

    - Fisioterapia (Araranguá)

    - Geologia

    - Medicina (Araranguá - a partir de terça-feira)

    - Museologia (estado de greve)

    - Psicologia

    - Relações Internacionais (estado de greve)

    - Serviço Social (estado de greve)

    - Tecnologia da Informação e Comunicação - TIC (Araranguá)

    Veja os cursos que têm assembleias marcadas e podem aderir à greve

    - Administração (06/09, 18h30)

    - Ciência da Computação (09/09, 18h30)

    - Ciências da Computação

    - Cinema (09/09, 18h30)

    - Direito (09/09, 19h)

    - Economia (05/09, 18h30)

    - Educação Física (09/09, 12h)

    - Eng. Civil (05/09, 18h30)

    - Eng. de Produção (05/09, 18h30)

    - Eng. de Produção Civil, Produção Elétrica e Produção Mecânica (05/09, 18h30)

    - Eng. Elétrica (09/09, 18h30)

    - Eng. Materiais (05/09, 18h30)

    - Eng. Mecânica (09/09, 18h30)

    - Eng. Química e Eng. de Alimentos (05/09, 12h)

    - Eng. Sanitária e Ambiental (06/09, 18h30)

    - Engenharia de Controle e Automação (Blumenau)

    - Engenharia de Materiais (Blumenau)

    - Filosofia (05/09, 17h30)

    - Física (06/09)

    - Geografia (05/09, 17h30)

    - História (5/9, 17h30)

    - Jornalismo

    - Matemática (09/09, 12h)

    - Medicina (09/09)

    - Oceanografia (05/09)

    - Odontologia (05/09)

    - Pedagogia (09/09)

    - Química (09/09, 12h)

    - Química (Blumenau)

    - Sistemas de Informação (09/09, 20h20)

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