O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, disse que os Estados Unidos mataram grande parte” da equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro em um “assassinato a sangue frio”. O pronunciamento foi feito em um vídeo neste domingo (4) sobre a operação militar dos Estados Unidos que capturou Maduro e a esposa dele.
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No vídeo, ele afirma, também, que a operação matou “soldados e civis inocentes”. Ao menos 40 pessoas morreram no ataque, segundo relatos de integrantes do governo venezuelano ao New York Times.
Veja as fotos dos ataques à Venezuela
No pronunciamento, Padrino também afirmou que as Forças Armadas da Venezuela reconhecem a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina do país, reforçando a decisão do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela. Rodríguez deve ficar no poder por 90 dias.
Ele pediu, ainda, que a população venezuelana volte à normalidade nos próximos dias.
— Apelo ao povo da Venezuela para que retome suas atividades econômicas, laborais e todas as demais, incluindo a educação, nos próximos dias, e a nação deve voltar a trilhar o caminho de seus princípios constitucionais […] (Peço que os cidadãos) mantenham a paz e a ordem, e não sucumbam às tentações da guerra psicológica e à ameaça do medo que querem nos impor — disse.
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Padrino é procurado pela Justiça dos EUA
O ministro da Defesa da Venezuela também é procurado pelo Departamento de Justiça dos EUA por participação em um esquema de tráfico de drogas, com recompensa de 15 milhões de dólares por informações que levem à sua captura.
Onde está Maduro?
A ação militar teve como objetivo retirar do país Nicolás Maduro, que foi levado a uma unidade de detenção em Nova York. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma ação das forças americanas capturou neste sábado (3) o presidente da Venezuela. A informação foi publicada em uma rede social depois que explosões foram ouvidas na capital Caracas.
Durante a madrugada, o governo venezuelano chegou a declarar emergência e convocou um plano de mobilização para “derrotar agressão imperialista”, conforme o comunicado. Maduro e a primeira-dama Cilia Flores serão julgados em um tribunal de Nova York, formalmente acusados na Justiça dos EUA pelos crimes de posse de metralhadoras e dispositivos explosivos; conspiração para posse de metralhadores; conspiração para narcoterrorismo; e conspiração para importação de cocaína.
*Com informações da CNN, O Globo e g1






