O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que caso a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, não coopere com o país americano, irá pagar um “preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro”. A afirmação foi feita por telefone à revista The Atlantic neste domingo (4), um dia depois de ações militares dos EUA na Venezuela terem resultado na captura do presidente Nicolás Maduro. Com informações do g1.

Continua depois da publicidade

Trump afirmou que esse “preço muito alto” será pago se ela “não fizer o que é certo”. A declaração reforçou o que já havia sido dito pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, que afirmou à emissora americana CBS News que os EUA podem trabalhar com os líderes remanescentes da Venezuela se tomarem “a decisão correta”.

— Sei de uma coisa: se eles não tomarem a decisão correta, os Estados Unidos manterão diversas ferramentas de pressão — disse.

Marco Rubio ainda afirmou que “há muito trabalho pela frente” antes de eleições no país.

Veja as fotos dos ataques à Venezuela

Continua depois da publicidade

Delcy Rodríguez foi reconhecida pelas Forças Armadas da Venezuela

A vice-presidente Delcy Rodríguez foi reconhecida pelas Forças Armadas da Venezuela como presidente interina do país. Em um comunicado transmitido na televisão para os venezuelanos, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, concordou com a decisão do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, que determinou que a vice-presidente assuma o poder por 90 dias.

A decisão teve como objetivo “determinar o quadro jurídico aplicável para garantir a continuidade do Estado, a administração do governo e a defesa da soberania face à ausência forçada do Presidente da República”.

Entenda o que aconteceu

A ação militar teve como objetivo retirar do país Nicolás Maduro, que foi levado a uma unidade de detenção em Nova York. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma ação das forças americanas capturou neste sábado (3) o presidente da Venezuela. A informação foi publicada em uma rede social depois que explosões foram ouvidas na capital Caracas. 

Durante a madrugada, o governo venezuelano chegou a declarar emergência e convocou um plano de mobilização para “derrotar agressão imperialista”, conforme o comunicado.

Continua depois da publicidade

vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou para a imprensa local não saber o paradeiro do líder venezuelano. Além disso, exigiu que o governo dos Estados Unidos enviasse uma prova de vida do político e sua esposa.

Ainda na manhã de sábado, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, informou que Maduro e a primeira-dama Cilia Flores serão julgados em um tribunal de Nova York. O político e a esposa foram formalmente acusados na Justiça dos EUA pelos seguintes crimes:

  • Conspiração para posse de metralhadores.
  • Conspiração para narcoterrorismo;
  • Conspiração para importação de cocaína;
  • Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.