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Chope e beterraba: veja os produtos mais caros e mais baratos em SC em junho

Inflação do mês passado chegou ao menor valor em dois anos (0,15%)

05/07/2022 - 09h41 - Atualizada em: 05/07/2022 - 09h53

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Fernanda
Por Fernanda Mueller
Beterraba e Chope estão entre os destaques da inflação de junho
Beterraba e Chope estão entre os destaques da inflação de junho
(Foto: )

A inflação de Santa Catarina, calculada pela Udesc/Esag, desacelerou em junho, e chegou ao menor valor em dois anos (0,15%). A queda nos preços dos combustíveis e de alguns alimentos, como beterraba e batata, puxaram o índice para baixo. No entanto, outros produtos tiveram inflação acelerada no mês passado, como o leite e derivados, e até o chope.

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Produtos que ficaram mais caros

  1. Leite longa vida: 21,62%
  2. Papelaria: 11,47%
  3. Mamão: 11,40%
  4. Cama, mesa e banho: 8,11%
  5. Chope: 6,67%
  6. Queijo minas: 6,19%
  7. Leite em pó instantâneo: 6,18%
  8. Apresuntado: 6,05%
  9. Iogurte: 5,97%
  10. Queijo mussarela: 5,75%

Produtos que ficaram mais baratos

  1. Beterraba: -10,85%
  2. Batata inglesa: -8,97%
  3. Cebola de cabeça: -8,52%
  4. Combustíveis (veículos): -4,07%
  5. Tomate: -7,73%
  6. Linguiça de porco: -3,97%
  7. Açúcar refinado: -3,66%
  8. Balas e chicletes: -3,41%
  9. Azeite de oliva: -3,39%
  10. Roupas: -3,08%

> Gasolina fica 60 centavos mais barata em SC após redução do ICMS

Destaques da inflação de junho

O destaque de junho foi para o recuo de -4,07% no preço dos combustíveis. De acordo com o coordenador do índice, Hercílio Fernandes, a pesquisa apurou que os preços da gasolina e álcool caíram dia 30 de junho, antecipando a decisão do governo do Estado, que decretou a redução da alíquota de 25% para 17% a partir de 01 de julho.

Já a queda de preço dos tubérculos (beterraba, batata inglesa e cebola) está relacionada ao período da safra, onde há maior oferta dos produtos.

O leite longa vida, entretanto, foi o produto que teve a maior alta (21,62%), mesmo após redução do imposto em Santa Catarina. O analista de socioeconomia da Epagri/Cepa, Tabajara Marcondes, explica que há uma oferta reduzida do produto em todo o Brasil, o que puxa o preço para cima.

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