Muros altos, portarias monitoradas, ruas planejadas e áreas de convivência compartilhadas passaram a integrar, com mais frequência, a paisagem urbana de cidades do Sul de Santa Catarina. O avanço dos condomínios horizontais acompanha uma mudança no comportamento de moradia e reflete uma demanda crescente por segurança, privacidade e qualidade de vida.
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A procura por qualidade de vida tem puxado esse movimento. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o percentual de brasileiros vivendo em residências classificadas como “casa de vila ou em condomínio” passou de 1,6% em 2010 para 2,4% em 2022.
O crescimento acompanha um mercado imobiliário aquecido em Santa Catarina. Levantamento da consultoria Brain aponta que o Estado concentrou 65% dos lançamentos da região Sul no ciclo de 12 meses encerrado em março de 2025, além de liderar rankings nacionais de valorização.
“Casa com segurança de apartamento”
Nesse cenário, os condomínios fechados ganham protagonismo ao unir características de diferentes modelos de moradia.
— O cliente busca a segurança de um apartamento, mas com o espaço e a privacidade de uma casa. É um modelo de moradia que ganhou força nos últimos anos e que agora começa a crescer também no Sul do estado — afirma o presidente do Sindicato da Habitação Sul (Secovi-Sul/SC) e conselheiro do Creci, Helmeson César Machado.
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Segundo ele, a tendência já era forte em grandes cidades e agora avança para municípios da região: — Criciúma está um pouco mais avançada nesse movimento, mas já vemos empreendimentos surgindo em cidades como Araranguá e Balneário Rincão — destaca.
Condomínios horizontais representam novo padrão urbano
O avanço desse tipo de empreendimento também impacta diretamente o crescimento das cidades. Áreas antes pouco ocupadas passam a receber projetos planejados, exigindo adaptação de infraestrutura e mobilidade.
— Esse movimento representa uma evolução do desenho urbano das cidades e precisa acontecer de forma planejada. Em Criciúma, acompanhamos o crescimento desses empreendimentos e o poder público tem o papel de garantir que infraestrutura, mobilidade e ocupação urbana avancem de maneira integrada e alinhada às características de cada região — avalia João Paulo Casagrande, Secretário de Infraestrutura e Mobilidade Urbana de Criciúma.
Novos projetos entram no radar
A expansão do modelo também impulsiona novos empreendimentos voltados a quem busca equilibrar a rotina urbana e qualidade de vida. Um dos exemplos é o Serena Città Condomínio Residencial, em Criciúma.
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Localizado no bairro Naspolini, o projeto prevê 171 lotes e estrutura completa de lazer, com áreas esportivas, piscina, academia e espaços de convivência, além de sistema de segurança e pavimentação interna.
— O avanço dos condomínios planejados também representa uma evolução na estrutura urbana das cidades, porque são empreendimentos que já nascem com infraestrutura, mobilidade e qualidade de vida integradas. Na Prumare e nas Empresas JR, buscamos desenvolver projetos que contribuam de forma positiva para a cidade e para a experiência das pessoas — destaca Éder Rodrigues, CEO das Empresas JR e da Prumare Empreendimentos.
Atualmente em fase de terraplanagem, o projeto já tem cerca de 15% das obras executadas e foi desenvolvido para atender moradores que querem permanecer próximos da cidade, sem abrir mão de tranquilidade e áreas verdes.

