Guabiruba, a terra do Pelznickel, teve o primeiro júri popular da história nesta semana. A comarca foi criada em dezembro do ano passado e abriu os trabalhos do Tribunal do Júri com o julgamento por tentativa de feminicídio. O réu foi condenado a quase 23 anos de prisão.
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A sessão foi na segunda-feira (1º), referente a um crime cometido em agosto de 2025. Embora a vítima estivesse amparada por medidas protetivas de urgência desde 2024, as determinações judiciais foram descumpridas pelo réu.
Naquele dia, ele tentou atropelar a ex-companheira e a filha do casal, uma criança. Em seguida, ameaçou a mulher de morte, invadiu a residência dela e passou a agredi-la com socos, arrastando-a até que perdesse a consciência. A ação foi interrompida pela intervenção de vizinhos, que prestaram socorro à vítima e acionaram a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.
Os jurados reconheceram as circunstâncias que agravaram o crime, entre elas a prática da violência contra a mulher em contexto de gênero, na presença da filha do casal, com recurso que dificultou a defesa da vítima e em descumprimento de medida protetiva de urgência.
O réu foi condenado a 22 anos e 11 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de indenização de R$ 20 mil à vítima. Como permaneceu preso durante todo o andamento do processo, apenas teve a prisão mantida.
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