O fechamento da empresa de móveis planejados em Criciúma surpreendeu clientes e gerou uma série de reclamações de consumidores que afirmam ter pago por projetos que não foram entregues. A repercussão nas redes sociais levantou dúvidas sobre a possibilidade de golpe, mas a Polícia Civil afirma que, até o momento, não há elementos que indiquem a prática de crime. Até o fechamento desta matéria a empresa não se manifestou sobre o caso.

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Conforme a delegada Jucinês Ferreira, da 1ª Delegacia de Polícia de Criciúma, seis boletins de ocorrência foram registrados por clientes da empresa. A análise inicial, porém, não identificou indícios de que o proprietário tenha firmado contratos já com a intenção de lesar os consumidores.

— A empresa estava aberta e estava concluindo seus trabalhos. Não há nenhum apontamento de que simplesmente ela não estava trabalhando. Ela já estava aberta há oito anos — afirmou.

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Segundo a delegada, todos os contratos citados nos boletins foram firmados entre o ano passado e este ano, quando a empresa ainda operava normalmente.

Não há, na verdade, nenhum indício de dolo pré-existente ou de dolo antecedente por parte do proprietário dessa empresa relacionado à fraude. Ele podia talvez até estar mal das pernas, mas estava realizando a contratação no sentido de que possivelmente iria melhorar a situação. Só que, ao longo deste ano, acabou resultando nesse fechamento da empresa — explicou.

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Ela ressalta, no entanto, que essa conclusão poderá ser revista caso surjam novos elementos durante a investigação.

— Se aparecerem elementos desse dolo antecedente por parte do proprietário da empresa, essa análise pode ser reavaliada. Mas, até agora, o que existe é um desacordo e um inadimplemento contratual — disse.

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Clientes relata prejuízo após fechamento

Entre os consumidores afetados está um cliente que contratou a empresa em fevereiro deste ano para fabricar os móveis planejados para o quarto da filha. Segundo ele, foram pagos R$ 8 mil de entrada, além do parcelamento do restante do valor no cartão de crédito.

A montagem estava prevista para o fim de julho ou início de agosto. No entanto, antes da entrega, a empresa encerrou as atividades. O consumidor destacou que tentou contato por telefone e WhatsApp, mas não obteve retorno.

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Ele disse ainda que pretende buscar a devolução dos valores pagos e afirma que, além do prejuízo financeiro, a família enfrenta “a frustração, a indignação e a sensação de ter sido enganada“.

Outro consumidor afirmou ter pago antecipadamente cerca de 70% do valor de móveis planejados para um apartamento. Ele relatou que a empresa chegou a prometer brindes, como sofá e fogão, realizou o projeto e as medições, mas deixou de responder às mensagens e ligações.

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Orientação é buscar a esfera cível

Neste momento, conforme a Polícia Civil, a orientação é que os clientes procurem um advogado para buscar a reparação dos prejuízos na esfera cível.

— Cada uma dessas vítimas tem que procurar um advogado e entrar na esfera cível para tentar reparar os danos sofridos. Quem sabe esse proprietário ainda tenha patrimônio para chegar a um possível acordo. Mas, por enquanto, não há nenhum apontamento de crime — concluiu a delegada.

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O NSC Total tentou contato com a empresa mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.