A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, nesta segunda-feira (11), que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, seja condenado. O motivo seria a coação no curso do processo em ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal relacionada à tentativa de golpe de Estado. Com informações da CNN.

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou as alegações finais ao ministro Alexandre de Moraes. No documento, Gonet afirma que o ex-deputado atuou de forma “continuada”, com o objetivo de constranger ministros do STF e, dessa forma, interferir no andamento das ações relacionadas ao processo.

Na manifestação, o procurador-geral afirmou que as supostas condutas criminosas de Eduardo Bolsonaro “estruturaram-se em torno da ameaça de obtenção de sanções estrangeiras, significativamente graves, tanto para os Ministros do Supremo Tribunal Federal como para o Brasil”.

“[…] algumas delas efetivamente aplicadas, após a mobilização de agentes norte-americanos com poder de impor gravames a cidadãos brasileiros”, escreveu Gonet.

Entenda a situação de Eduardo Bolsonaro

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Eduardo Bolsonaro é réu por coação

A denúncia contra o ex-deputado foi apresentada em setembro de 2025 pela Procuradoria-Geral da República. Segundo o Procurador-geral da República, Paulo Gonet, Eduardo e Paulo Figueiredo buscavam pressionar os ministros do STF a não condenador Bolsonaro no âmbito da trama golpista.

Foram apresentadas declarações públicas nas redes sociais, assim como dados dos celulares apreendidos. Para Gonet, a ação da dupla teve como consequência o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, suspenso pela Suprema Corte dos EUA.

A defesa do ex-parlamentar é feita pela Defensoria Pública da União (DPU), acionada pelo STF após a ausência de advogados constituídos no processo.

A ação investiga se Eduardo Bolsonaro articulou, nos Estados Unidos, iniciativas para interferir em processos judiciais no Brasil com o objetivo de beneficiar o pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

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