Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não compareceu ao interrogatório que estava marcado para a tarde desta terça-feira (14) no Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-deputado federal deveria estar presente por videoconferência no ato que fazia parte da etapa final de instrução da ação penal em que ele é réu por coação ao Judiciário brasileiro.
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O interrogatório é considerado um instrumento de autodefesa. Por conta disso, o réu não é obrigado a comparecer nem responder às perguntas. Na prática, a ausência não gera punição e não impede o andamento do processo.
Porém, sem prestar depoimento, Eduardo deixa de apresentar a própria versão dos fatos diretamente ao tribunal antes do julgamento.
Entenda a situação de Eduardo Bolsonaro
O que acontece agora?
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, deve agora encerrar a fase de instrução e abrir prazo para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa apresentem as alegações finais.
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A defesa do ex-parlamentar é feita pela Defensoria Pública da União (DPU), acionada pelo STF após a ausência de advogados constituídos no processo.
A ação investiga se Eduardo Bolsonaro articulou, nos Estados Unidos, iniciativas para interferir em processos judiciais no Brasil com o objetivo de beneficiar o pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.






