Cobra venenosa é vista “passeando” em casa e morador corajoso faz resgate em Jaraguá do Sul

Animal foi capturado pelo próprio morador, que acionou a Fujama para devolver a cobra à natureza

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Animal foi encontrado em uma casa do Bairro Garibaldi (Foto: Christian Raboch Lempek, Reprodução)

Um morador de Jaraguá do Sul foi surpreendido nesta segunda-feira (13) ao dar de cara com uma cobra venenosa em sua casa. O caso aconteceu no Bairro Garibaldi. Corajoso, o homem conseguiu capturar a serpente sozinho e, só depois, acionou a Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama) para fazer a devolução do animal à natureza.

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Um vídeo da serpente resgatada foi divulgado pelo biólogo Christian Raboch Lempek. Ele informou que a cobra em questão era uma jararaca que, segundo o biólogo, é uma espécie de serpente peçonhenta, a maior causadora de acidentes ofídicos, ou seja, com serpentes, no Sul do Brasil, sendo que o grupo Bothropss é o maior causador de acidentes do Brasil.

A orientação é que, caso um morador encontre um animal como este, chame o resgate. Algumas cidades como Jaraguá do Sul possuem órgãos como a Fujama, enquanto em outros municípios quem faz os resgates são os bombeiros. Neste caso, a Fujama fez o recolhimento do animal e a soltura de volta à natureza.

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O biólogo já explicou em outro resgate que, caso a pessoa seja picada por um animal que pode ser peçonhento, tire uma foto do animal e mostre no hospital, que vai entrar em contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) para avaliar qual soro será utilizado. Isso porque, conforme Lempek, há quatro tipos de soros para cada grupo. Além disso, se a picada for de escorpião ou lagarta, a medicação usada é outra. A orientação é de que a população nunca pegue no animal e nem o leve junto até a unidade de saúde.

Veja o vídeo da serpente

Características da jararaca, que é uma cobra venenosa

Conforme o Butantan, esta é uma das serpentes mais comuns do sudeste do Brasil, tendo várias espécies de jararacas (gênero Bothrops) espalhadas por todo o país. Elas são encontradas da Bahia até o Rio Grande do Sul, por conta da Mata Atlântica. Eventualmente, podem aparecer em algumas regiões do Paraguai e da Argentina, países que fazem fronteira com o Brasil.

As jararacas podem se alimentar de ratos, pequenos roedores, rãs, sapos e lagartos. No que diz respeito ao comprimento, as fêmeas são maiores, podendo alcançar cerca de 1,5 metro de comprimento, ao passo que eles podem chegar a até 1 metro em média, segundo o Butantan.

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