Santa Catarina registrou 9,4% da população em situação de insegurança alimentar, segundo a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (10). O índice é o menor apontado no país e é referente ao quarto trimestre de 2024 e avalia as condições da fome no país.
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O Estado está entre as nove unidades federativas do país que tiveram menos de 20% no índice de insegurança alimentar: Santa Catarina (9,4%), Espírito Santo (13,5%), Rio Grande do Sul (14,8%), Paraná (15,3%), Goiás (17,9%), Mato Grosso do Sul (18,5%), Rondônia (18,5%), São Paulo (19,3%) e Minas Gerais (19,5%).
Quase todos os estados tiveram melhora na situação de insegurança alimentar. A situação é definida quando a família não tem acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais.
— A pesquisa mostra que o Brasil está avançando na luta contra a fome. Os números refletem a prioridade do governo e a decisão política do presidente Lula de enfrentar esse flagelo. Mostram a eficácia da implementação de um conjunto de políticas públicas em todas as regiões, sob a estratégia definida no Plano Brasil Sem Fome. Os resultados mostram que estamos no caminho certo e vamos seguir empenhados em realizar os avanços ainda necessários e combater as disparidades — afirmou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.
Qual é a situação da fome no Brasil?
A região Sul possui a maior porcentagem de lares em situação de segurança alimentar. Ou seja, 86,4% da população sulista tem acesso regular a alimentação — um crescimento de 2,9% em relação ao anterior da pesquisa.
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Em todo Brasil, a proporção de domicílios em insegurança alimentar grave caiu para 3,2%, o equivalente a mais de dois milhões de pessoas. Além disso, cerca de 8,8 milhões de pessoas atingiram a segurança alimentar, com crescimento de 72,4% para 75,8%, segundo os dados.
Os estados que atingiram menos de 20% da população em situação de insegurança alimentar são:
- Minas Gerais (19,5%);
- São Paulo (19,3%);
- Rondônia (18,5%);
- Mato Grosso do Sul (18,5%);
- Goiás (17,9%);
- Paraná (15,3%);
- Rio Grande do Sul (14,8%);
- Espírito Santo (13,5%);
- Santa Catarina (9,4%).
Por outro lado, alguns estados apresentaram piora quanto à insegurança alimentar. Roraima registrou aumento de 36,4% para 43,6%; Distrito Federal foi de 26,5% para 27,0%; Amapá passou de 30,7% para 32,5%; e Tocantins saiu de 28,9% para 29,6%.
Brasil deixou o Mapa da Fome após três anos
Ainda em julho, o Brasil saiu oficialmente do Mapa da Fome, conforme relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Atualmente, menos de 2,5% da população brasileira corre risco de subnutrição, o que tira o país da categoria de insegurança alimentar grave após três anos.
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Elaborado pela FAO — agência da ONU responsável pela Alimentação e Agricultura —, o Mapa da Fome mede o acesso da população à alimentação suficiente para uma vida ativa e saudável. O anúncio foi feito durante evento oficial da 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, em Adis Abeba, na Etiópia, em julho.
Em 2014, o Brasil já havia saído do Mapa da Fome, mas, após análise dos dados de 2018 a 2020, a ONU recolocou o país na categoria ao apontar um aumento da insegurança alimentar no período
Escala Brasileira de Insegurança Alimentar
Divulgada pelo IBGE, a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia) é aplicada na Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Contínua (PNADc), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Os dados são referentes ao quarto trimestre de 2024.
Fome em comunidade da Grande Florianópolis
*Sob supervisão de Giovanna Pacheco
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