A operação da Polícia Civil de Santa Catarina que apreendeu materiais de apologia nazista, de cunho preconceituoso e fascista no Paraná, na terça-feira (16), foi provocada após uma investigação iniciada ainda em 2022 na cidade de Descanso, município do Oeste com pouco mais de 8 mil habitantes.

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Em novembro do ano passado, o delegado Osnei Valdir de Oliveira passou a investigar a autoria de cartazes espalhados em diversos locais da pequena cidade com mensagens contra a população LGBTQIA+ e a favor do movimento separatista do Sul do Brasil.

Com o avanço da apuração, foi descoberto um grupo em uma plataforma virtual de mensagens com pessoas de diferentes partes do país que se reuniam para divulgar conteúdo fascista, supremacista e separatista.

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O autor dos cartazes estava no grupo e foi identificado e indiciado por apologia ao nazismo, racismo e organização criminosa. O caso já corre no Poder Judiciário catarinense.

— Eles utilizam desse subterfúgio da plataforma que prega o separatismo do Sul do país, mas o objetivo é fazer divulgação de conteúdo discriminatório, principalmente estimulando crime — explicou o delegado.

No Brasil, a lei federal antirracismo (7.716, de 1989) prevê como crime “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”, bem como outras formas de divulgação do nazismo.

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Na ação de terça, outro homem de 20 anos, que também participava do grupo, foi alvo de dois mandados de busca e apreensão. Segundo as autoridades de Santa Catarina, ele é apontado por incentivar crimes contra negros, nordestinos, judeus e homossexuais na internet.

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Em dois endereços ligados ao homem foram apreendidos em Cambé, no Norte do Paraná, um computador, um celular, bandeiras fascistas e separatistas e documentos de apologia ao crime.

Conforme Oliveira, as investigações seguem e os materiais recolhidos serão periciados em Florianópolis.

— Até pelo alcance da plataforma há participação de outras pessoas e poderá, sim, ter outros desdobramentos — afirmou.

O resultado das informações obtidas darão andamento para outras investigações junto à Delegacia de Repressão ao Racismo e Delitos de Intolerância da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, informou a Polícia Civil

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