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Como se planejar para comprar o primeiro imóvel

O sonho de sair do aluguel pode ser realizado em um curto ou médio prazo

24/03/2022 - 09h09

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Imóvel - Investe Mais - NSC
Planejamento financeiro é essencial para realizar o sonho da casa própria.
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O mercado imobiliário tem demonstrado rápida recuperação dos reflexos da pandemia, e ao se aquecer novamente, oferece inúmeras oportunidades para investidores. A tendência é de que o setor continue numa crescente nos próximos anos, e a projeção da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) é de um crescimento de mais de 12% no Brasil em relação ao ano passado.

A forte crise motivada pela pandemia gerou um aumento da inflação, sendo necessário o aumento também da taxa de juros, causando uma retração do mercado. Esse fator afetou também o poder de compra das famílias durante um determinado tempo, mas já é possível sentir sinais de recuperação neste sentido.

Mesmo em períodos de instabilidade, o mercado imobiliário brasileiro oferece diversas oportunidades. Sendo assim, é possível encontrar opções de negócios que atendem a todos os tipos de gostos e bolsos em qualquer momento. Porém, devido à recuperação da economia, no momento atual os preços tendem a apresentar uma queda, favorecendo os negócios imobiliários. A seguir, trazemos alguns pontos caso você tenha no seu horizonte o desejo de comprar o primeiro imóvel e queira dar esse passo com uma boa dose de planejamento financeiro.

Planejamento financeiro

Morar de aluguel acaba sendo uma despesa fixa que pesa bastante no fim do mês, além de ser um gasto sem retorno futuro. Portanto, comprar o próprio imóvel e sair do aluguel é uma oportunidade interessante não só para construir autonomia, mas também para adquirir um patrimônio e ter um investimento que pode render frutos para toda a família - além de se valorizar com o passar do tempo. Mas isso exige planejamento, já que, em muitas ocasiões, os investimentos em imóveis são bastante elevados.

Após se organizar financeiramente para dar esse passo, é possível encontrar financiamentos com taxas bastante convidativas que cabem no bolso e não pesam no orçamento. O valor muitas vezes é similar ao valor de um aluguel. Nesses casos o que pesa na decisão é o valor de entrada.

A entrada exigida geralmente varia de acordo com a renda familiar. A média é de 20% do valor do imóvel, e o restante pode ser financiado. Quanto maior a entrada, melhores as condições para o parcelamento do saldo devedor. Parcelar a entrada é uma opção bastante comum oferecida por construtoras e financiadoras. Mas, de acordo com Karin Krenkel, especialista da plataforma de investimentos Warren, essa não é uma boa alternativa.

— Parcelar a entrada de um imóvel não é uma boa opção, principalmente se for realizar um financiamento imobiliário. A modalidade para esse tipo de financiamento exige garantias e a taxa de juros é muito alta — alerta a especialista de investimentos.

Quem já economizou, juntou dinheiro e quer comprar à vista, também deve pensar sobre a decisão. Financeiramente falando, dificilmente haveria um retorno maior em investimentos que não fossem de alto risco. Por outro lado, é arriscado abrir mão da tranquilidade de se ter uma reserva de emergência.

A decisão entre financiar o imóvel ou economizar para fazer o pagamento à vista envolve diversos fatores. Karin explica que é importante levar em consideração o momento de vida, quanto tempo pretende morar no local, além de uma série de gastos extras que podem surgir.

— Se você decidir financiar o imóvel, assumirá um compromisso de longo prazo, geralmente décadas. Ou seja, a disciplina financeira deverá se tornar uma obrigação, caso ainda não seja. Achar a solução ideal sem ter que pagar tudo à vista e nem financiar por muito tempo, depende de muitos fatores. Se você tem uma boa quantia guardada, dê uma entrada maior. Com isso, o valor financiado diminui e assim menos juros serão pagos. A vantagem dessa estratégia é que você pode se mudar imediatamente para o imóvel, sem precisar esperar anos até ter recursos para a compra à vista — orienta a especialista.

— Caso você tenha decidido pagar à vista, esteja preparado para fazer uma boa negociação. Especialistas consideram que essa redução deve ser de pelo menos 5% do preço final do imóvel— frisa Karin.

A especialista da Warren ainda recomenda analisar quanto tempo seria necessário até levantar a quantia para o pagamento à vista, levando em consideração que, neste período, é provável estar submetido ao mercado de aluguéis e as flutuações dos preços neste mercado.

Além disso, há grandes chances do imóvel ter uma valorização nesse intervalo. Neste cenário, o financiamento torna-se uma opção mais confortável.

— Escolher o financiamento é ter a oportunidade de ver o preço do imóvel estacionar na data de transação, e você pode se mudar no dia que o dinheiro for liberado — afirma a especialista.

Planejamento - Imóvel - Investe Mais - NSC
Organização e disciplina financeira são indispensáveis para quem optar pelo financiamento.
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Casa ou apartamento?

Cada tipo de propriedade tem suas características, vantagens e desvantagens, e todas devem ser levadas em consideração no momento da compra. Além disso, cada família tem suas demandas, anseios e necessidades e isso também influencia na decisão final.

Casas costumam ser a melhor escolha para famílias com maior número de pessoas vivendo no mesmo local. Já os apartamentos tendem a ser a primeira escolha de jovens casais ou pessoas que estão mais focadas na vida profissional.

— Definir o tipo de imóvel que atenda às suas necessidades e da sua família é o mais importante. Ao fazer essa análise, pense em questões como a quantidade de cômodos que o imóvel deve ter, considere a importância de ter um quintal, uma varanda ou uma piscina, por exemplo. Outro ponto que não deve passar despercebido é a localização. Esse detalhe pode influenciar muito a sua rotina, além de impactar diretamente no preço da casa ou apartamento — orienta Karin.

Coloque no papel os prós e contras de cada um levando em consideração os custos que você terá. Por exemplo: apartamentos podem ter altas taxas de condomínio, e essas taxas podem aumentar ao longo do tempo. Por outro lado, casas exigem manutenção constante, a serem solucionadas pelo próprio proprietário.

> Reserva de emergência: investimentos de renda fixa são alternativos à poupança

E, como a especialista pontuou, o local também deve ser considerado no momento da escolha. Independente do tipo de imóvel, regiões com potencial de valorização e chances de crescimento são a melhor escolha para acertar na compra.

Imóvel na planta

Comprar um apartamento em processo de construção, ou seja, ainda na planta, pode significar uma economia entre 20% e 30%, e até 50% em alguns casos, dependendo da valorização do imóvel até a entrega das chaves.

— Ao contrário de um apartamento disponível para mudança imediata, o que está na planta ainda não foi ou está em processo de construção. Com isso você consegue analisar dimensões físicas e divisões internas do apartamento.Dependendo da construtora, existe a possibilidade de personalizar a planta (modificar elementos como medidas e acabamentos), e pode ser mais barato — explica a especialista em investimentos.

— É importante lembrar que os imóveis novos exigem alguns detalhes: só é possível financiar através de um financiamento imobiliário caso o comprador tenha o Habite-se, documento que comprova que a construção foi feita de acordo com as normas do governo municipal, geralmente ele é emitido na conclusão da obra. Nestes casos o financiamento será feito diretamente com a construtora, onde o reajuste mensal da parcela será pelo INCC, IPCA ou IGP-M. Isso significa que comprar na planta pode gerar juros mais altos. Mas se a opção for comprar à vista, você fica livre desses juros, usufruindo somente da valorização do imóvel. Só fique atento à solidez da construtora e ao contrato de compra para não ter surpresas desagradáveis ao fim da obra — finaliza.

A compra de um imóvel é um passo importante, e você pode começar a colocar esse sonho na prática por meio dos investimentos, repensando seus gastos e decidindo valorizar os seus objetivos. 

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