A Petrobras assinou oito contratos que somam R$ 11 bilhões para a construção de quatro embarcações, com o objetivo de ampliar a capacidade operacional em atividades de águas profundas e ultraprofundas. Os navios serão construídos no estaleiro NavShip, em Navegantes, e devem movimentar a economia local.
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As embarcações devem contar com tecnologias como sistemas de posicionamento dinâmico (DP2), veículos operados remotamente com capacidade de operação em grandes profundidades e soluções de propulsão híbrida, que combinam diferentes fontes de energia e armazenamento por baterias, seguindo diretrizes de eficiência energética e redução de emissões.
Os contratos de afretamento de longo prazo foram assinados na última quinta-feira (15), em uma parceria que a Petrobras, a multinacional norueguesa DOF Subsea Serviços LTDA. O Navship, responsável pela construção dos quatros navios, é parceiro da DOF.
Navios devem começar a operar em 2030
As embarcações serão utilizadas em atividades de inspeção, manutenção, reparo e abandono de sistemas submarinos em águas profundas, com início das operações previsto para 2030.
Segundo a Petrobras, a iniciativa faz parte da estratégia da companhia para ampliar e modernizar a frota de apoio às operações submarinas no Brasil, com foco em confiabilidade operacional, segurança e sustentabilidade nas atividades offshore.
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Inciativa deve gerar milhares de empregos
A novidade também deve contribuir para a geração de empregos e para o fortalecimento da indústria naval nacional. A estimativas é que esses contratos somem cerca de 7 mil novos empregos diretos e indiretos nas fases de construção e operação. Desses, serão 1,5 mil diretos e 5,6 mil indiretos.
Projeto fortalece a indústria naval brasileira
Outro ponto destacado pela Petrobras é que é um projeto que fortalece a indústria naval brasileira. As projeções são alcançar até 80% de conteúdo local na etapa de construção das embarcações e 90% durante a operação dos navios.
– A gestão atual da Petrobras ampliou o número de fornecedores por meio da simplificação de especificações, aumentando a competitividade e aquecendo o mercado naval, com maior volume de propostas qualificadas. Esse movimento faz parte de uma nova postura da companhia, de maior aproximação e escuta ativa do mercado fornecedor. Essa abordagem tem contribuído para projetos mais competitivos, eficientes e alinhados à realidade do setor – destacou o gerente executivo de Sistemas Submarinos da Petrobras, Flavio Bretanha.
Tecnologia que reduz emissões
Outro destaque dessas novas embarcações, é que elas serão equipadas com sistemas de propulsão híbrida, combinando baterias, motores elétricos e combustíveis de menor impacto ambiental.
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A tecnologia permitirá maior eficiência energética, redução no consumo de combustível e menor emissão de gases de efeito estufa. A medida faz parte das metas de descarbonização da companhia.
– Estamos investindo em embarcações tecnológicas, com redução de emissões de carbono, construindo novos barcos no Brasil, o que beneficia a criação de empregos diretos e indiretos. Com essa parceria estamos mantendo, ao lado da Petrobras, a indústria naval cada vez mais aquecida – afirmou Mario Fuzetti, CEO da DOF.
Essa contratação foi por meio de licitação para atender o Plano Estratégico 2026-2030 da Petrobras. Ela visa ampliação da capacidade operacional, fortalecimento da cadeia de fornecedores no país e redução de poluentes.
– Considero essa licitação exitosa, em linha com as demandas do plano de negócios da companhia. Essa parceria demonstra mais uma vez a união entre Petrobras e mercado fornecedor local. A Petrobras acredita e fortalece o mercado local, mostrando que estamos no caminho certo. A construção de quatro embarcações no Brasil se traduz em geração de emprego e menor dependência do mercado internacional – disse Alexandre Gomes Alves, gerente executivo de Suprimentos da Petrobras.
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Outros projetos bilionários em SC
Além deste novo projeto, indústrias navais do litoral de SC estão construindo outras embarcações relevantes. A Thyssenkrupp, Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, está construindo quatro fragatas para a Marinha no valor atual de aproximadamente R$ 12 bilhões. E o Estaleiro Detroit está construindo oito embarcações para operações offshore, um investimento total de R$ 2,5 bilhões.





