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Alexandre Souza

Como ter um DNA inovador

Qualquer pessoa pode desenvolver com tempo e dedicação habilidades necessárias para inovar. Mas, é preciso estar disposto, primeiramente, a errar

10/10/2019 - 06h35

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Por Tech SC
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Não acredito em dom ou talento nato, acredito em trabalho. Algumas pessoas podem ter predisposição para determinadas tarefas, mas não há nada, na minha opinião, que não possa ser aprendido e desenvolvido. Com a inovação não é diferente. Podemos desenvolver com tempo e dedicação habilidades necessárias para inovar. Mas, para inovar é preciso estar disposto, primeiramente, a errar. Inovar é romper, modificar, e precisamos enfrentar os desafios do caminho.

Como já adiantei em muitos textos para o Tech SC, o empreendedor precisa estar disposto e preparado para errar. E, se necessário, começar de novo. Thomas Edison, inventor da lâmpada, registrou 2.332 patentes e dizia que não falhou, apenas encontrou 10 mil jeitos que não funcionaram. Errar permite aprendizado, podemos tirar grandes conhecimentos das nossas falhas, sem desistir. O erro faz parte do processo e, quanto antes estivermos preparados para ele, mais fácil vai ser a retomada e escalada para um outro plano de voo.

No livro DNA do Inovador (Ed. HSM), Clayton M. Christensen, com colaboração de Hal Gregersen e Jeff Dyer, explica como podemos desenvolver cinco características para sermos inovadores. Qualquer pessoa pode desenvolver essas habilidades. Isso porque, a inovação não é genética, e sim um processo que envolve treinamento. As cinco habilidades citadas pelos autores são associação, questionamento, observação, cultivar networking e experimentar.

Associação: A primeira delas diz respeito à capacidade de sintetizar e absorver novas informações, o que ajuda na ligação entre questões e ideias aparentemente sem relação nenhuma — inovação surge de diversidade e interdisciplinaridade.

Questionamento: Questionar também é uma grande habilidade. São as perguntas que desafiam o estado atual.

Observação: A observação é importante para prestar atenção no que está nos rodeando, o que leva a perceber novas maneiras de exercer tarefas.

Cultivar networking: Networking é muito importante, já comentei sobre isso neste artigo. Neste caso, os contatos podem testar e fornecer perspectivas diferentes sobre o que está sendo desenvolvido.

Experimentar: A última das habilidades fala do processo de explorar e testar ideias e constantemente ir mirando ideias novas.

Cultivando essas habilidades podemos desenvolver a inovação em diversos segmentos, seja na criação de startups ou no desenvolvimento de novos processos em empregos formais. Não existe um DNA inovador, desenvolvemos a inovação.

*Alexandre Souza é gestor do Startup SC, do Sebrae SC

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