Do auxílio à pesca da baleia no século XIX a um complexo portuário moderno com certificação internacional de segurança, o Porto de Imbituba, no Sul de Santa Catarina, atravessa mais de 140 anos de transformações marcadas pelo carvão, pela expansão industrial e pela diversificação logística.

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Localizado em uma enseada natural protegida por um molhe de 850 metros, o porto se consolidou como uma das principais estruturas portuárias do estado, operando hoje com múltiplos terminais, berços de atracação e sistemas tecnológicos de controle operacional.

Origem do Porto de Imbituba

A história do Porto de Imbituba começa por volta da década de 1880, quando a enseada natural da região era utilizada como apoio à pesca da baleia, atividade comum no litoral catarinense naquele período. Na mesma época, investidores ingleses construíram um trapiche de ferro e madeira com cerca de 70 metros, voltado à exploração do carvão mineral na região Sul de Santa Catarina.

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Em 1884, a inauguração da Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina conectou as minas ao litoral, fortalecendo a vocação exportadora da região. Dois anos depois, em 1886, ocorreu o primeiro embarque oficial de carvão pelo porto, com cerca de 700 toneladas no vapor Senator, com destino a Buenos Aires.

Expansão e era do carvão

Até o início do século XX, o porto operava com movimentação limitada de mercadorias, atendendo principalmente companhias de navegação costeira. A virada ocorreu a partir de 1919, quando Henrique Lage iniciou um amplo processo de modernização, com a construção do molhe de abrigo, farol, estação meteorológica, armazéns e oficinas.

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Nas décadas seguintes, o Porto de Imbituba passou por sucessivas ampliações estruturais, incluindo a construção do Cais 1 entre 1935 e 1938, a ampliação da capacidade de armazenamento de carvão, a construção do Cais 2 entre 1968 e 1970, a expansão do molhe de abrigo entre 1976 e 1980 e a construção do Cais 3 entre 1979 e 1983.

Nesse período, o carvão chegou a representar cerca de 74% de toda a carga movimentada no porto, consolidando sua importância na economia catarinense.

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Em 1993, o transporte de carvão pelo Porto de Imbituba foi encerrado, marcando o fim de um ciclo histórico e o início de uma fase de reestruturação. A partir daí, o porto passou a diversificar suas operações, com movimentação de fertilizantes, granéis agrícolas, carga geral e outros segmentos, além da entrada de novos arrendamentos e investimentos privados.

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Nos anos 2010, o porto avançou em modernização e expansão, com ampliação dos cais para 660 metros, recuperação dos molhes de abrigo, implantação de novos sistemas de gestão e agendamento de caminhões, expansão de armazéns e melhorias na infraestrutura operacional.

Atualmente, o complexo conta com três berços públicos de atracação e estrutura capaz de movimentar contêineres, granéis sólidos, líquidos e carga geral.

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Estrutura atual do Porto de Imbituba

A estrutura do Porto de Imbituba inclui área terrestre de 892 mil metros quadrados e área marítima superior a 5,6 milhões de metros quadrados. São três berços públicos, sendo dois com 660 metros de cais acostável e outro com 245 metros, além de molhe de abrigo com 850 metros.

O terminal opera com portêineres, guindastes móveis, shiploader, plataforma para granéis líquidos e sistema de balanças rodoviárias, além de terminais especializados para diferentes tipos de carga.

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Referência em segurança portuária

Além da infraestrutura logística, o Porto de Imbituba integra um grupo restrito de portos públicos brasileiros certificados com o ISPS Code, padrão internacional de segurança para instalações portuárias.

A certificação atesta o cumprimento de protocolos globais de proteção de navios e estruturas portuárias, com foco na prevenção de riscos e no fortalecimento da segurança no transporte marítimo internacional.

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Em junho de 2026, o porto teve sua Declaração de Cumprimento renovada pela Conportos, com validade até 2031.

Para manter esse padrão, o complexo opera com um sistema integrado de segurança que inclui controle de acesso em portarias, monitoramento por mais de 150 câmeras, cercamento completo da área operacional, rondas permanentes, monitoramento com drones e uso de ROVs para inspeções subaquáticas.

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O equipamento subaquático é utilizado em operações de busca e inspeção, auxiliando em varreduras técnicas e no apoio a investigações, ampliando a capacidade de controle em áreas de difícil acesso.