A Caixa Econômica Federal vai voltar a financiar 80% do valor dos imóveis residenciais, anunciou o presidente Carlos Antônio Vieira Fernandes nesta sexta-feira (10), durante lançamento do novo modelo de crédito imobiliário (saiba mais abaixo). Com informações do O Globo.
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O limite para financiamento da Caixa era de 70% do valor dos imóveis desde novembro do ano passado. Agora, de acordo com Fernandes, as mudanças anunciadas no crédito imobiliário e também as alterações nas regras de saques do FGTS, definidas na segunda-feira, possibilitarão voltar para a faixa maior de financiamento.
Com a mudança, o novo limite valerá para compra de imóveis novos e usados financiados na modalidade Sistema de Amortização Constante (SAC), em que as parcelas são decrescentes. Ou seja, paga-se mais no início e, ao longo dos anos, as parcelas do financiamento vão diminuindo.
No entanto, para o modelo de financiamento Price, que tem parcelas fixas do início ao fim do contrato, o limite será mantido em 70% do valor do imóvel, segundo a vice-presidente de Habitação da Caixa, Inês Magalhães, também presente no evento.
Novo modelo de crédito imobiliário foi lançado nesta sexta
Esta sexta-feira foi o dia de lançamento do novo modelo de crédito do Sistema Financeiro de Habitação, que usa dinheiro da poupança e do FGTS para financiar a compra de casas e apartamentos.
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O limite para financiamento de imóveis ficará ampliado, então, para até R$ 2,25 milhões, usando recursos da poupança, com um limite da taxa de juros de 12% ao ano. Atualmente, o teto é de R$ 1,5 milhão, que estava congelado desde 2018.
O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que essa mudança possibilitará que a Caixa Econômica, que é o banco que mais financia imóveis no país, financie 80 mil unidades a mais por ano.
Para além da mudança no teto do valor do imóvel a ser financiado, o novo modelo ampliará gradualmente o direcionamento obrigatório dos depósitos de poupança pelos bancos para a concessão de crédito imobiliário.
Como funciona hoje?
Atualmente, 65% do recursos de poupança que estão nos bancos têm que ser usados em crédito imobiliário. Já outros 20% do saldo são recolhidos ao Banco Central (BC) em forma de depósito compulsório (instrumento para controlar a liquidez na economia. Os 15% restantes são de uso livre pela instituição financeira. Isto é, podem ser usados em crédito pessoal ou para empresas, por exemplo.
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Conforme o novo modelo, aquele percentual de 65% chegará a 100%. No entanto, haverá um período de transição. Na primeira fase, que começa imediatamente e vai até o final de 2026, 5 pontos percentuais do compulsório poderão ser liberados, desde que usados para financiar usados na nova sistemática. Ou seja, os bancos que ofertarem crédito imobiliário poderão ter acesso ao mesmo montante de recursos da poupança para uso livre. Na prática, para esses bancos o recolhimento compulsório cairia para 15%, em vez de 20%.
O novo modelo começa a valer ainda em 2025, em uma fase de transição que vai durar até 2027. Assim, atualmente, 65% dos saldos dos depósitos de poupança precisam virar crédito imobiliário. A ideia é que, ao longo de dez anos, chegue-se a 80% dos saldos destinados para o financiamento de residências.
*Sob supervisão de Giovanna Pacheco
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