Joinville vai ganhar uma espécie de Big Brother (BBB) para as ruas da cidade. Nesta semana, a prefeitura publicou um edital para contratar a empresa que será responsável pelo serviço de videomonitoramento por meio de câmeras com reconhecimento facial e recursos de inteligência artificial (IA).
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O serviço que será contratado será acompanhado de sistemas gerenciais de operação, que possibilitem a integração com outros sistemas, com fornecimento de estrutura, equipamentos e mão de obra necessária, para ampliação do Joinville Sempre Alerta. O valor estimado total para execução dos serviços objeto deste pregão é de quase R$ 122 milhões. A data limite para o cadastro de propostas e início da sessão pública será dia 16 de janeiro, às 8h30.
Como vai funcionar o videomonitoramento com reconhecimento facial
O projeto de videomonitoramento consiste na análise de características, leituras de placas e reconhecimento facial com instalação de câmeras nos prédios públicos e nos postes instalados nas ruas.
Até 8 mil câmeras poderão ser instaladas, conforme a necessidade e o crescimento da cidade. Em um primeiro momento, serão 3.650 câmeras, 3 mil de rua, todas com inteligência artificial, com reconhecimento facial. Mais 350 serão instaladas em prédios públicos, como unidades da educação e saúde.
— Qualquer pessoa que entre em uma unidade da Prefeitura vai passar por uma câmera de reconhecimento facial — explica o secretário de Proteção Civil e Segurança Pública, Paulo Rogério Rigo.
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Além disso, o projeto prevê a instalação de até 200 câmeras LPR.
— Essas câmeras fazem a leitura e o registro de placas de veículos. Com isso, vamos formar o que chamamos de cinturão digital nas entradas e saídas da cidade. Todo veículo que entrar ou sair de Joinville vai passar por uma câmera dessa — acrescenta o secretário.
Joinville também vai contar com 55 câmeras speed dome, que são câmeras de vigilância que captam imagens em 360 graus, podendo fazer uma aproximação a longa distância.
A Seprot também trabalha na fase final da construção do Centro de Controle Operacional (CCO), na sede da secretaria.
— Essa central irá gerenciar todos os sistemas à disposição da secretaria. Já somos uma das cidades mais seguras do país e a tendência, com essa nova tecnologia, é sermos ainda mais seguros — destaca o secretário.
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O secretário Paulo Rogério Rigo explica que o projeto foi desenvolvido com base na experiência de outras cidades, como São Paulo, com o projeto Smart Sampa. Na capital paulista, hoje, são em torno de oito a nove prisões por dia por meio das câmeras de reconhecimento facial, segundo o secretário joinvilense
— Uma vez lançada a imagem de alguém que tem problemas com a Justiça, no momento que essa pessoa passar por uma câmera dessas, o sistema acusa na Central — explica.
Hoje, Joinville já conta com 2.068 câmeras distribuídas pela cidade, inclusive, vários crimes foram resolvidos por conta desses equipamentos, explica o secretário.
— É um diferencial do nosso projeto: outras secretarias da Prefeitura também serão beneficiadas com essas câmeras, como a Educação, Saúde, Infraestrutura, Companhia Águas de Joinville, além da Defesa Civil, já que os pontos de alagamento serão detectados pelas câmeras e vão chegar na nossa Central — diz. A ideia é que as imagens possam ser compartilhadas também com as demais forças de segurança.
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