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O que você precisa saber antes de adotar um animal de estimação

Entenda como funciona o processo de adoção e veja as principais recomendações para ter um pet

19/05/2022 - 09h07 - Atualizada em: 19/05/2022 - 09h09

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Por Portal EdiCase
O que é preciso saber antes de adotar um pet
O que é preciso saber antes de adotar um pet
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O abandono é uma das principais causas do grande número de animais nas ruas. Os motivos para que isso aconteça são inúmeros, como a mudança de casa ou apartamento em que o dono considera que não comporta o animal, abandono de cães idosos e doentes, alergias, filhotes não desejados, período de férias em que o dono não sabe o que fazer com o animal durante as viagens, entre muitos outros.

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Ao comprar ou adotar um animal, a pessoa passa a ser responsável por ele e deve atender as necessidades físicas e psicológicas do pet. Não ter consciência de seu dever é o que leva esse grande número de animais às ruas todos os dias.

O acolhimento das ONGs

A ONG Confraria dos Miados e Latidos, por exemplo, resgata cães e gatos em situação de risco (atropelados, feridos ou doentes) e ninhadas. Mesmo trabalhando no limite, infelizmente, as ONGs não têm condições de resgatar nem 5% da demanda, afirma Tatiana Sales, fundadora e presidente da ONG Confraria dos Miados e Latidos, responsável por toda a área de operações e manejo de felinos. A entidade possui uma sede em que ficam alguns bichinhos e outros vão para lares temporários.

Assim que os animais são resgatados, eles vão para o veterinário e recebem os primeiros cuidados. Depois são encaminhados para os lares temporários, até encontrar o futuro tutor. “Todos os nossos bichinhos são castrados, vacinados (múltipla e antirrábica), microchipados e vermifugados antes da adoção”, explica Tatiana Sales.

O que considerar antes de adotar

Antes de optar pela adoção de um bichinho, é muito importante levar em conta alguns aspectos. De acordo com Tatiana Sales, os principais deles são: disponibilidade de tempo para adaptação e convívio. Além disso, é necessário ter consciência de que o animal dependerá do tutor pelos próximos 10 anos. 

Também é preciso que todos os moradores da casa estejam de acordo com a adoção. Tudo isso garante que o cachorro ou gato não corra o risco de sofrer novamente, ser abandonado, fugir ou ser maltratado. Inclusive, estas são precauções que as ONGs tomam antes de autorizar a adoção.

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Adoção responsável

A Confraria dos Miados e Latidos se certifica de que o animalzinho de estimação será amado e cuidado em seu novo lar. “Nossa ONG é adepta do conceito da posse responsável. Nossos bichinhos são doados somente para lares seguros: gatos para apartamentos com telas em todas as janelas ou casas igualmente seguras e cães para lares que possam atender sua necessidade de espaço", diz Tatiana Sales. 

Ainda segundo ela, a ONG realiza uma entrevista prévia via e-mail. Uma vez finalizada essa etapa, um dos voluntários segue para a casa do adotante já com o bichinho escolhido, para uma vistoria pessoal. "A casa sendo adequada, deixamos o bichinho escolhido mediante assinatura de um termo de adoção”, explica Tatiana Sales. A ONG não faz feiras de adoção, para entrar em contato e adotar um bichinho, basta entrar no site e verificar a disponibilidade.

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Filhotes ou adultos

Cada animal tem suas características. Os filhotes dão muito mais trabalho no começo, mas são apaixonantes. Os adultos já estão mais ensinados e necessitam de menos atenção, são ótimos companheiros também. A opção é muito pessoal, depende do que a família está buscando.

“Um cãozinho filhote precisa de um investimento maior de tempo e paciência para que seja educado a não roer as coisas, brincar sem força, passear na rua com guia e coleira e fazer suas necessidades no local certo, juntando a isso a necessidade de não poder ficar sozinho o dia inteiro enquanto for bebê”, alerta Tatiana Sales.

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Adoção de cachorros
Vantagens de adotar filhotes e cães adultos
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Vantagens de adotar filhotes e cães adultos

As vantagens são que os filhotes são fofos, brincalhões e bagunceiros. “Já um cão com mais idade tem a vantagem de chegar ao novo lar já sabendo como se comportar, tem um temperamento definido. Há ainda a questão do tamanho, pois só com mais idade temos como ter certeza do porte que o cãozinho terá quando adulto, e isso conta muito no ato da adoção de modo a não gerar devoluções ou abandono, porque o filhotinho fofinho se transformou num urso de 30 kg”, esclarece Tatiana Sales. Ao escolher a idade do cachorro é importante ter certeza do tempo disponível, espaço e rotina da família.

Devolução do animal de estimação

É muito triste devolver um animal, por isso a ONG toma diversas medidas para evitar que isso aconteça. O animal se apega aos donos, ao lar e quando é devolvido ele fica triste, perdido. Por isso, antes de adotar, tenha certeza de que terá tempo, dedicação e amor disponíveis para seu novo companheiro.

“Como procuramos selecionar com bastante critério nossas doações, temos uma taxa baixa de devoluções. Pode acontecer de o adotante esperar algo do cão que ele não pode atender por qualquer razão, mas os principais motivos de devolução passam longe do cão: muitas vezes falta paciência para se adaptar ou, então, surge alergia em um dos familiares. Por qualquer que seja a razão, o animalzinho volta para a gente e recomeçamos a busca de um novo lar”, explica Tatiana Sales.

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Onde adotar

Cada cidade possui ONGs e abrigos para animais abandonados nas ruas. Procure a mais próxima de você. Feiras de adoção também acontecem em muitas cidades e possuem diversas opções para você encontrar o seu novo companheiro perfeito.

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