Maicol Sales dos Santos confessou à Polícia Civil que matou Vitória Regina de Souza, de 17 anos, em Cajamar, na Grande São Paulo, sozinho. A defesa do suspeito, entretanto, questiona a legalidade do depoimento e vai pedir anulação da confissão com o argumento de que ele teria sido coagido. As informações são do g1.
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Apesar de ter confessado o crime, a polícia encontrou inconsistência no depoimento de Maicol. Aos investigadores, o suspeito disse que desferiu dois golpes no pescoço de Vitória, mas a polícia constatou três facadas.
Além disso, Maicol afirmou que enterrou o corpo da jovem. Contudo, Vitória foi encontrada no solo em um terreno baldio no dia 5 de março, dois dias após ter sido morta. O suspeito não soube explicar como isso aconteceu.
Durante o depoimento, Maicol disse que os dois haviam ficado juntos uma vez e que Vitória ameaçava contar à esposa dele sobre o relacionamento. Ele afirmou que, após uma discussão, foi agredido pela adolescente e, em resposta, desferiu golpes de faca que a mataram.
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A defesa de Maicol diz que a confissão foi forçada e que ele não tinha advogado presente no depoimento. Nos vídeos obtidos pelo Fantástico, divulgados durante o programa deste domingo (23), não há indícios visíveis de coação.
Relembre o caso Vitória
Familiares pedem reconstituição do crime
Ao Fantástico, os familiares de Vitória afirmaram que não acreditam que Maicol agiu sozinho e pedem a reconstituição do crime.
— Quero saber de todos que estavam junto com ele. Todos. Eu falo todos porque eu tenho a certeza… que não é mais um, deve ser mais dois ou mais três… que estejam envolvidos nessa tramolha toda — disse Carlos Alberto Sousa, pai de Vitória.
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Carlos Alberto também falou que Vitória era conhecida por ser “estudiosa” e “cheia de brincadeira”.
— Uma menina, que aos 17 anos, foi assassinada vindo do serviço para casa e ainda postou que ela estava vindo descansar, porque no outro dia tinha mais — fala.
Vizinho suspeito e único preso
Maicol Antônio Sales, vizinho de Vitória, foi preso no dia 9 de março, suspeito de dirigir um carro prata que perseguiu a adolescente quando ela desceu do ônibus. O veículo também foi apreendido e, no porta-malas, foram encontradas manchas de sangue.
O diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), Luiz Carlos do Carmo, afirmou que o material foi encaminhado para análise em um laboratório de DNA, mas que o exame pode demorar, levando de 30 a 40 dias para a produção do laudo.
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Segundo testemunhas, ele estaria próximo ao local em que o crime ocorreu e houve movimentação suspeita na casa do suspeito na noite em que Vitória desapareceu. Uma contradição no depoimento também foi um agravante para a prisão, já que ele disse que estava com a esposa no momento do crime, enquanto a mulher relatou que estava na casa da mãe naquela noite.
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