Dias após uma confusão entre vendedores e um turista argentino na Praia Central de Balneário Camboriú, a equipe do Procon realizou uma fiscalização nos quiosques da orla para avaliar a tarifação de produtos e serviços oferecidos aos consumidores.
A ação ocorreu nessa quarta-feira (7), e teve como foco verificar se os valores de produtos e taxas de aluguel de equipamentos de praia estavam visíveis, prevenindo problemas na hora da cobrança.
Os trabalhos de fiscalização se concentraram ao redor da Praça Almirante Tamandaré, um dos pontos visitados foi o local onde decorreu a briga entre turista e ambulantes, que ocorreu às vésperas do ano novo. De acordo com o diretor do Procon municipal, Bruno Costa, a visita ao local foi estratégica, a fim de verificar se a confusão teria ocorrido problemas de cobrança indevida:
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— Ali a gente foi verificar qual era a situação da precificação, para verificar se teria ocorrido algum problema em relação a isso — detalha.
Ainda no local, os fiscais constataram que alimentos como milho e churros estavam devidamente precificados, mas os custos do aluguel de cadeiras e guarda-sóis não estavam visíveis. Situação que se repetiu em outros pontos fiscalizados. Os profissionais também alertaram um quiosque onde itens menores não apresentavam preço.
Durante a ação, nenhum quiosque foi multado:
— Todos os estabelecimentos foram devidamente orientados, receberam uma ficha de orientação e foi lavrada uma ficha de visita. Com essa ficha de visita, se qualquer orientação não for seguida, eles serão autuados, já que foram esclarecidos sobre os procedimentos adequados. No final do ano passado, por exemplo, já foi realizada uma autuação após constatação de que um estabelecimento não havia corrigido as irregularidades apontadas — explica o diretor.
Vendedores e donos de quiosque puderam aproveitar a ação para esclarecer dúvidas e solicitar orientações aos fiscais. A precificação correta de produtos e serviços protege o consumidor de ser indevidamente tarifado, e evita possíveis desentendimentos na efetuação da compra.
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Vídeo mostra turista argentino sendo agredido por vendedores na Praia Central
Um vídeo publicado nas redes sociais no dia 30 de dezembro de 2025 viralizou ao mostrar um turista argentino sendo agredido por chutes e socos na Praia Central de Balneário Camboriú. As imagens mostram uma mulher e dois homens tentando golpear o argentino, que se defende com as mãos.
Durante a briga, outro homem se junta à confusão e atinge o turista com um chute nas costas. Apesar da repercussão do vídeo, que alcançou milhões de visualizações, os indivíduos envolvidos não foram identificados.
De acordo com a Polícia Militar, a guarnição foi acionada por pessoas que presenciaram a situação, mas ao chegaram ao local, os responsáveis pela confusão já haviam ido embora. Fato que impossibilitou o registro de um boletim de ocorrência.
Populares que presenciaram o alvoroço, indicam que a briga teria sido provocada por uma divergência entre o turista e os vendedores a respeito dos preços de certos produtos do quiosque. No entanto, a PM afirmou que as versões apresentadas tinham divergências e não foi possível confirmar a motivação do ocorrido.
Vendedores alegam ter agido em legítima defesa
Dona Dirlei Tenutti, dona de um quiosque na orla de Balneário Camboriú, e envolvida na briga com turista argentino, conversou com a NSC TV e alegou que o grupo teria agido em legítima defesa. Segundo ela, o homem chegou aparentemente bêbado ao quiosque e consumiu duas espigas de milho.
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Mais tarde, ele teria retornado ao local questionando uma suposta cobrança indevida no valor de R$ 150, o argentino chegou a relatar o nome da pessoa para quem teria feito o pagamento, mas não era no quiosque onde Dona Dirlei atua. Irritado com a situação, ele teria atirado cadeiras de plástico na direção da mulher, uma a atingiu no braço e outra na cabeça.
Segundo o relato da comerciante, o marido dela acompanhando de outros homens, agiram apenas para defende-la do turista. A Polícia Civil não abriu inquérito para apurar a situação, mas a comerciante foi notificada pela prefeitura para explicar, em um prazo de 48 horas, o que ocorreu, sob o risco de perder o ponto de venda. O turista ainda não foi identificado e não procurou as autoridades policiais.




