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    Consumidor vai saber o preço dos impostos cobrados nos combustíveis; entenda

    Norma obriga publicada nesta terça-feira (23), obriga que os postos informem o valor do ICMS e de tributos federais

    23/02/2021 - 09h11

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    Folhapress
    Por Folhapress
    Governo defende que medida vai dar mais clareza ao consumidor sobre os elementos que afetam o preço final
    Governo defende que medida vai dar mais clareza ao consumidor sobre os elementos que afetam o preço final
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    Um decreto editado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) obriga que os postos de gasolina informem a composição do valor cobrado pelos combustíveis na bomba. O texto foi publicado nesta terça-feira (23) no Diário Oficial da União.

    De acordo com a Secretaria-Geral da presidência, o objetivo é que os consumidores tenham "mais clareza dos elementos que resultam no preço final".

    "Isso dará noção sobre o real motivo na variação de preços. O decreto também obriga os postos a dispor informações sobre os descontos vinculados ao uso de aplicativos de fidelização", diz a Secretaria-Geral, em nota.

    Os postos terão que informar ao consumidor:

    Valor médio regional no produtor ou no importador; Preço de referência para ICMS, imposto que é cobrado pelos estados; Valor PIS/Cofins e da Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

    Caso o posto aplique um desconto promocional vinculado a programas de fidelização, deve ser informado ao consumidor o preço promocional, o preço real e valor do desconto.

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    Bolsonaro enfrenta pressão pela alta no preço dos combustíveis, principalmente de caminhoneiros que se queixam das variações do valor cobrado pelo diesel.

    O medo do Planalto é que a insatisfação da categoria – próxima a Bolsonaro – leve a uma nova greve, como a que paralisou o Brasil em 2018.

    O presidente costuma se defender responsabilizando o ICMS cobrado por estados. Bolsonaro enviou ao Congresso Nacional um projeto que prevê a unificação das alíquotas do imposto, mas a ideia sofre resistência de estados que perderiam arrecadação.

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    Em meados de fevereiro, Bolsonaro chegou a pedir a seus seguidores nas redes sociais que abastecessem seus veículos com R$ 100 e compartilhassem a nota fiscal. O objetivo do presidente era questionar o ICMS dos combustíveis cobrado pelos estados.

    Em outra frente, ele prometeu zerar tributos federais sobre o diesel durante dois meses e determinou a troca do atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna.

    O presidente está insatisfeito com a política de preços da estatal e a troca foi entendida pelo mercado como uma intervenção política do Planalto, o que gerou forte abalo no valor de mercado da empresa.

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    O governo alega que o novo decreto fortalece o "direito à informação" de consumidores. "Como a oscilação nos preços dos combustíveis está atrelada aos preços das commodities no mercado internacional, e suas cotações variam diariamente, o consumidor muitas vezes não compreende o motivo da variação no preço final", diz o comunicado divulgado pelo governo.

    "Quanto aos aplicativos de fidelização, o governo quer assegurar aos consumidores o direito de serem devidamente informados sobre os preços praticados e sobre as possibilidades de aderirem ao programa de fidelização para obtenção de descontos, devolução de parte do valor pago e outros benefícios".

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