Uma moradora de Blumenau levou um susto ao ir alimentar o cachorro da família no quintal de casa, na Rua Hermann Baehr, no bairro Progresso. A mulher se deparou com uma jararaca, considerada extremamente perigosa e a responsável por cerca de 90% dos acidentes domésticos envolvendo cobras. O caso aconteceu na última semana.
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A mulher contou que estava na varanda de casa e percebeu algo estranho na brita, mas, sem óculos, acreditou se tratar de algum graveto, já que mora em uma região bastante arborizada. Ficou ali por cerca de 30 minutos até levantar para alimentar a cachorrinha de estimação. Foi nesse momento que a jararaca se mexeu e a moradora percebeu o perigo.
A cobra escapou imediatamente para dentro de uns tijolos e sumiu, sem a necessidade de chamar os bombeiros para captura. No último sábado (17), a moradora convocou o marido para uma limpeza geral no terreno, ciente de que o ambiente é propício para o aparecimento de serpentes.
Caso semelhante no Vorstadt
Um caso semelhante aconteceu no bairro Vorstadt, em Blumenau, também no final da última semana. Uma menina de três anos brincava na piscina quando percebeu uma movimentação diferente dos gatos. Quando a avó da pequena se aproximou, percebeu se tratar de uma coral-verdadeira que estava escondida sob o tronco de uma laranjeira (veja fotos abaixo). Logo depois, a serpente desapareceu.
A coral-verdadeira, vale lembrar, é considerada a mais venenosa do Brasil. Em uma publicação oficial, o Instituto Butantan se refere à espécie como “quietinha e mortal”. Se uma pessoa for picada por ela, o veneno afeta diretamente o sistema nervoso central, causando dormência, visão turva, dificuldade de fala e, em casos mais graves, até o coração. É importante imediatamente buscar atendimento médico em caso de acidente.
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Casos mais frequentes no verão
O Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC) registrou 145 acidentes domésticos envolvendo cobras no Estado entre 1º de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026. Deste total, 138 envolviam humanos e sete, animais.
É que no calor, as serpentes deixam as tocas em busca de alimento e também para se reproduzir. Além disso, nesse período, as pessoas estão mais em ambiente aberto, então os encontros ocorrem com mais frequência, explica a farmacêutica do centro, Patrícia Rabêlo Silva Hess.
A recomendação em casos de acidentes com cobras é lavar o local com água e sabão e buscar imediatamente atendimento médico. Se possível, levar uma foto da serpente para ajudar na identificação da espécie, o que ajuda a definir a necessidade de antídoto, por exemplo.
As mais perigosas presentes em SC
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