O feriado de Corpus Christi, celebrado neste ano em 4 de junho, pode alterar a data-limite para o pagamento dos salários de milhões de trabalhadores brasileiros. Embora a celebração não seja considerada um feriado nacional, mas sim um ponto facultativo para a administração pública federal, a data interfere na contagem do quinto dia útil — prazo máximo previsto na legislação trabalhista para o depósito dos salários.
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De acordo com o artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), quando o pagamento é feito mensalmente, ele deve ocorrer “o mais tardar, até o quinto dia útil do mês subsequente ao vencido”.
Guia de feriados de 2026
Quando cai o quinto dia útil em junho?
Neste ano, o dia 1º de junho cai em uma segunda-feira. Como Corpus Christi ocorre na quinta-feira (4), a contagem dos dias úteis fica da seguinte forma:
- 1º de junho (segunda-feira): 1º dia útil
- 2 de junho (terça-feira): 2º dia útil
- 3 de junho (quarta-feira): 3º dia útil
- 4 de junho (quinta-feira): Corpus Christi
- 5 de junho (sexta-feira): 4º dia útil
- 6 de junho (sábado): 5º dia útil
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Assim, para a maior parte dos trabalhadores contratados sob o regime da CLT, o prazo legal para pagamento dos salários referentes ao mês anterior termina no sábado (6).
Sábado conta como dia útil?
Uma dúvida comum entre trabalhadores é se o sábado entra na contagem do quinto dia útil. A orientação do antigo Ministério do Trabalho, por meio da Instrução Normativa nº 1/1989, estabelece que o sábado deve ser considerado dia útil para fins de pagamento de salários. Na contagem, ficam excluídos apenas domingos e feriados, inclusive os municipais.
Na prática, isso significa que muitas empresas podem realizar o pagamento no sábado sem descumprir a legislação.
E se a cidade considerar Corpus Christi feriado?
A situação pode variar conforme o município. Como Corpus Christi não é um feriado nacional previsto em lei federal, estados e municípios podem decretar a data como feriado local. Quando isso acontece, o dia deixa de ser considerado útil para a contagem do prazo trabalhista naquela localidade.
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Por isso, empresas e trabalhadores devem observar a legislação municipal para verificar se há impacto específico no calendário de pagamento.










