A última pesquisa Ipec divulgada pela NSC Comunicação, no último dia 20, mostrou um “embolamento” entre os nomes que despontam como favoritos ao governo de Santa Catarina. Quatro deles empatam se considerada a margem de erro. Um dos caminhos para a vitória ou para pelo menos garantir vaga no segundo turno pode estar na conquista de um público formado, em sua maioria, por pessoas que recebem até dois salários mínimos, idosos e evangélicos. Os indecisos são 10% dos entrevistados pelos pesquisadores e se tornaram cruciais nesta reta final antes do primeiro turno.

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Na dianteira estão Carlos Moisés (Republicanos) e Jorginho Mello (PL), empatados com 20% das intenções de voto. A dupla é seguida por Esperidião Amin (PP) e por Gean Loureiro (União Brasil), com 15% e 14%, respectivamente. Em quinto lugar, o candidato do PT, Décio Lima, fez 10%, mesmo percentual dos que não decidiram ainda o voto.

A pesquisa ouviu 800 pessoas entre os dias 17 e 19 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Foi questionado aos entrevistados sexo, idade, religião, renda e nível de escolaridade.

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Entre os 10% indecisos, a maioria é de mulheres, pessoas com mais de 60 anos, com estudo até o ensino fundamental, brancos, evangélicos e com renda de até dois salários mínimos.

Na avaliação do cientista político Tiago Borges não é estranho o comportamento de deixar a escolha do voto para a última hora, principalmente para cargos como os que estão em disputa nesta eleição.

— A disputa em Santa Catarina está incerta e esse fato faz com que alguns eleitores adiem a sua decisão para a última hora — completa.

Ele também avalia que a peculiaridade do momento político vivido em Santa Catarina pode dificultar ainda mais a escolha do eleitor. Entre os cinco mais bem colocados na última pesquisa Ipec, quatro apoiam o presidente Jair Bolsonaro na campanha pela reeleição.

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O quinto se coloca como candidato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas apesar de ter o apoio de Lula, ele não tem atingido o resultado do petista no Estado.

— O que acontece em Santa Catarina é que você tem um espaço da centro-direita que está congestionado. Isso pode gerar algum tipo de indecisão dos próprios eleitores. Você tem quatro candidaturas viáveis que se colocam muito próximas ao governo federal, mas ainda sim, num campo em que a esquerda tem uma baixa adesão — comenta o cientista político.

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