A indicação do ministro que vai substituir Luis Roberto Barroso após a anunciada aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido o principal assunto da semana política em Brasília. Alguns nomes despontam como favoritos à nomeação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas até a quarta-feira (15) ainda não havia a confirmação de quem pode ocupar o cargo.
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Quatro nomes aparecem como favoritos, segundo especulações de fontes próximas à presidência da República. Confira abaixo quem são eles, o perfil e as chances de serem o novo integrante da Suprema Corte:
Veja fotos dos favoritos a suceder Barroso no STF
Jorge Messias
O atual chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, é apontado como o principal favorito à indicação de Lula para substituir Barroso no STF. Messias ficou conhecido do grande público após ser citado pela então presidente Dilma Rousseff (PT), em um grampo telefônico em que a petista prometia entregar um termo de posse de Lula como ministro da Casa Civil, em 2016. O gesto foi criticado por ser visto como possível manobra para evitar possível prisão de Lula em caso de decisão de Sérgio Moro. Lula acabou não tomando posse, e foi preso dois anos e meio mais tarde. Na gravação do telefonema divulgada por Moro, Dilma pareceu se referir ao então subchefe para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Presidência da República como “Bessias”, apelido que marcou a entrada dele no noticiário político.
Nos últimos anos, Messias se manteve próximo do grupo de Lula e passou a ser um dos principais nomes da área jurídica do governo. Também tem o apoio de advogados do grupo Prerrogativas, ala de juristas progressistas, e até mesmo de parte da bancada evangélica, já que Messias pertence a essa religião.
Messias tem 45 anos, é graduado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutor em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela Universidade de Brasília (UnB).
Entrou na AGU como procurador da Fazenda Nacional, em 2007. Além do cargo ocupado no governo de Dilma, também ocupou cargos em órgãos como Banco Central e Ministério da Ciência e Tecnologia.
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Rodrigo Pacheco
Rodrigo Pacheco tem 48 anos, é empresário e senador. Foi presidente do Senado entre 2021 e 2024, com apoio do atual chefe do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) um dos principais defensores da indicação dele à vaga no STF. Esteve à frente do Senado em momentos marcantes como a pandemia de Covid-19 e as tentativas de golpe de Estado ao final do governo de Jair Bolsonaro (PL).
Pacheco também é defendido por atuais ministros do STF, como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e até Cristiano Zanin. Por ser senador, também tem como possível vantagem uma maior facilidade de aceitação do nome em sabatina no Senado.
É formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), atuou como criminalista e se especializou em Direito Penal Econômico. Entrou na política em 2014, quando se elegeu deputado federal. Disputou a prefeitura de Belo Horizonte (MG) em 2016, ficando em terceiro lugar, e se elegeu senador em 2018.
Bruno Dantas
Outros nomes também orbitam o entorno do presidente Lula como possíveis escolhidos para a vaga de Barroso no STF. Um deles é de Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Natural de Salvador, é formado em Direito e começou a carreira como servidor concursado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF). Foi consultor legislativo do Senado e é considerado um dos advogados processualistas mais influentes do Brasil. Tem pós-doutorado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e é autor de diversos livros no campo do Direito. É ministro do TCU desde 2014, tendo atuado em auditorias do processo eleitoral brasileiro, combatendo notícias falsas sobre urnas eletrônicas, por exemplo.
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Vinícius Carvalho
Outro nome cotado como possível indicação ao STF é o do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho. É professor de Direito na Universidade de São Paulo (USP) e ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Atuou no governo federal como especialista em políticas públicas e gestão governamental, de 2006 a 2016, e secretário de Direito Econômico, entre 2011 e 2012.
* Com informações de g1 e Metrópoles
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