A Defesa de Mayanna Angelina Rodgers, de 29 anos, mãe de Oliver Golden Grayson, de 3 anosmenino morto por não dar “bom dia” ao pai, se manifestou sobre a audiência de custódia e compartilhou que estuda entrar com pedido de liberdade na próxima semana. A mulher é investigada por omissão e tortura. O pai da criança, Dandre Jermaine Grayson, é apontado como autor dos golpes que levou a morte do filho e também segue preso. O caso ocorreu em Viamão, no Rio Grande do Sul.

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Os advogados Juliana Braun Martins e André Von Berg, representando a defesa de Mayanna, esclarecem que a audiência de custódia teve como objetivo avaliar as condições da prisão preventiva: se foram observadas as garantias constitucionais que a lei exige, como acesso a advogado, por exemplo.

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— A questão da liberdade dela vai ser postulada perante o juiz de Viamão (RS), que foi quem decretou a preventiva — explicou André, em vídeo divulgado na noite de sábado (11).

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— Nós já estamos estudando entrar com pedido de liberdade para o juízo de Viamão na semana que vem. Então, nós estamos estudando e nos inteirando dos fatos novos que ainda tem chegado para a defesa — revelou a advogada Juliana.

Em nota, enviada ao NSC Total, a defesa também alega que Mayanna “se encontrava em estado de grave vulnerabilidade no contexto de violência doméstica, física, emocional e espiritualmente, circunstâncias estas que merecem apuração cuidadosa e técnica, sem qualquer julgamento antecipado.”

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Veja o vídeo completo:

Investigação aponta que Oliver foi espancado pelo próprio pai, missionário norte-americano; entenda o caso

Oliver menino de 3 anos que teria sido espancado pelo próprio pai, um missionário norte-americano de 33 anos, morreu na noite da última quarta-feira (8) após ficar em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre. De acordo com o próprio depoimento do pai, Dandre Jermaine Grayson, as agressões teriam sido motivados porque o filho não lhe deu “bom dia”. Ele está preso desde o último domingo (5).

Conforme a delegada responsável pela investigação, Luana Tamiozzo Medeiros, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), o homem confessou o crime e disse que desferiu socos no peito e no abdômen da criança. Conforme informações do g1, ele também bateu a cabeça do menino contra o chão na casa onde a família morava, em Viamão.

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A criança foi levada ao hospital de Viamão pelo próprio pai e, por causa da gravidade dos ferimentos, ele precisou ser transferido para Porto Alegre.

A família mora no Brasil há nove anos. Segundo a Polícia Civil, em pelo menos dois outros estados brasileiros há registros de que os filhos de 1, 5, 7 e 9 anos do casal também teriam sido vítimas de agressões semelhantes.

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As crianças foram encaminhadas para acolhimento institucional por determinação do Conselho Tutelar. O missionário também é investigado por supostos episódios de violência doméstica contra a esposa. Uma medida protetiva foi solicitada.

Crianças já ficaram em abrigo em Santa Catarina

A reportagem do NSC Total apurou que os filhos do casal chegaram a permanecer três meses em acolhimento institucional em Palmitos, município do Oeste de Santa Catarina, antes da família se mudar para o estado gaúcho. 

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A ida das crianças para o abrigo foi motivada, segundo o Ministério Público de Santa Catarina, por denúncias anônimas de vizinhos sobre supostas agressões físicas cometidas pelos pais do garoto contra um dos irmãos dele. 

Menino foi espancada no domingo (5) em Viamão, no Rio Grande do Sul (Foto: Redes sociais, Reprodução)
Menino foi espancada no domingo (5) em Viamão, no Rio Grande do Sul (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Segundo o MP, durante a visita, o corpo de uma das crianças foi examinado após as denúncias, mas não foram encontrados hematomas, lesões ou qualquer outro sinal que indicasse agressão física.  O filho que seria vítima dessas agressões não foi informado pela promotoria, ou seja, não se sabe se é a mesma criança que foi morta no Rio Grande do Sul.

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