O mosquito Aedes aegypti continua sendo foco de preocupação da Secretaria de Estado da Saúde em Santa Catarina. Os números em alta trazem à tona a discussão sobre o tema buscando alternativas que possam auxiliar no combate ao inseto. Como forma de estimular a pesquisa e a inovação o governo do Estado anunciou R$ 12 milhões em recursos para o desenvolvimento de estudos envolvendo os mosquitos maruim e Aedes aegypti.

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Os três editais de fomento foram lançados pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), e são destinados para pesquisadores vinculados a Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTs) públicas e privadas sem fins lucrativos, e empresas sediadas no Estado.

O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi Silva, reforça que trabalhar com pesquisa e inovação é fundamental para a saúde dos catarinenses. Esse aporte de R$ 12 milhões deixa claro que o combate é constante, com inovação, pesquisa, e a participação de toda a sociedade.

— Buscamos atuar de maneira inovadora no combate ao Aedes aegypti, então esse aporte de R$12 milhões com a parceria da Fapesc, deixa claro também que o combate é constante. Muitas vezes a gente pensa, porque agora está frio, tem menos casos, né? Então é a parte de inovação, de pesquisa envolvendo toda a sociedade, os pesquisadores, academia, ela é fundamental — destaca o secretário.

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Para o presidente da Fapesc, Fábio Wagner Pinto, a demanda direta dos municípios e da comunidade fez com que a Fapesc pensasse na elaboração dos editais referentes aos mosquitos maruim e Aedes Aegypti.

— Temos um problema muito evidente do crescimento do Aedes aegypti e das doenças que ele transmite. Isso já vinha recebendo atenção das nossas Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação e agora nós juntamos a demanda da comunidade à capacidade dos nossos cientistas com fomento do Governo do Estado na promoção desse edital de pesquisa — reforça o presidente.

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Aedes aegypti

Segundo dados do Informe Epidemiológico nº 20/2024, levantamento mais recente divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, com dados até 17 de junho de 2024, o número de casos prováveis de dengue em Santa Catarina está 151,18% mais alto em comparação com o mesmo período do ano passado.

Mais de 44,2 mil focos do mosquito Aedes aegypti já foram localizados em 254 municípios catarinenses. Dos 295 municípios catarinenses, 169 são considerados infestados pelo vetor.

Nesse contexto, a Fapesc lançou o edital 37/2024, que vai apoiar com R$ 6 milhões a realização de estudos científicos, tecnológicos ou de inovação voltados ao desenvolvimento de estratégias de controle ao Aedes aegypti, além da prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças veiculadas pelo vetor, incluindo medidas de educação continuada em saúde.

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Os projetos enviados podem ser em uma ou mais linhas de pesquisa: controle, saúde única e educação. Serão selecionadas propostas de pesquisa de até R$ 1 milhão cada. O edital prevê a contratação de bolsistas com perfis que vão de estudantes de graduação até doutores. Os valores variam entre R$ 900 e R$ 5.850.

Outros dois editais também foram lançados para o combate ao mosquito Maruim:

Edital 36/2024 – Pesquisadores Maruim

Edital 35/2024 – Empresas Maruim

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