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Saúde

Dengue em Joinville: com 10 mil casos no ano, veja o perfil dos infectados e como se cuidar

Comparação com o ano passado mostra aumento no número de casos na zona Sul e redução na região Leste

07/06/2021 - 16h56

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Hassan
Por Hassan Farias
Vistoria realizada pelas equipes da Vigilância Ambiental da Saúde
Vistoria realizada pelas equipes da Vigilância Ambiental da Saúde
(Foto: )

A dengue em Joinville já infectou mais de 10 mil pessoas apenas em 2021, superando o recorde histórico registrado no ano passado. Diante da situação alarmante, o "AN" analisou o perfil da doença na cidade e mostra uma mudança geográfica dos casos confirmados em relação a 2020.

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A maior parte das pessoas infectadas neste ano é de moradores da zona Sul de Joinville. A região tem quase 7,5 mil casos confirmados, o que representa 73% do total. Os números apontam um aumento na presença de diagnósticos, se comparado com 2020, quando a zona Sul era a segunda em casos confirmados, com 3,8 mil (44%).

Por outro lado, a zona Leste foi a que teve maior queda de comparado ao ano anterior. Em 2021, são 1.198 pessoas diagnosticadas com dengue (11,8% do total). Já em 2020, o número de infectados na região era de 4,2 mil, representando 48% de todos os casos de Joinville.

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Segundo o secretário da saúde, Jean Rodrigues da Silva, o trabalho de combate à dengue focado na zona Leste no ano passado pode explicar a queda nos casos confirmados na região.

- Especialmente nos últimos três ou quatro meses do ano passado, a maior parte da nossa atividade de combate foi na zona Leste. Com certeza, isso colaborou para termos menos casos neste ano. E agora estamos fazendo esse trabalho na zona Sul - explica.

> Secretário de Saúde de Joinville foi um dos casos confirmados de dengue em 2021

Veja o perfil dos casos confirmados:

Clique nas setas abaixo para navegar pelo detalhamento dos casos.

Estratégias para combater a dengue

O secretário afirma que foram realizados muitos mutirões para acabar com o lixo descartado em locais incorretos, além do trabalho com larvicidas em estações disseminadoras que ajudam a eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti.

A estratégia da prefeitura ainda conta com aplicação de fumacê e uso de larvicidas em diferentes locais da cidade, além de campanhas de prevenção.

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O município também realiza a compra de testes rápidos para diagnóstico da doença, que devem chegar entre o fim de junho e início de julho. Com isso, a prefeitura pretende identificar melhor quais locais precisam de maior atenção no combate à doença.

Sintomas

De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC), a febre alta é o primeiro indicador de dengue e aparece associada a demais sintomas. Confira abaixo:

- Febre alta (39° a 40°C): aparece abruptamente e tem duração de 2 a 7 dias.

- Dor de cabeça

- Fraqueza

- Dores: no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos

- Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas

- Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

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Orientações contra a proliferação

- evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;

- guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

- mantenha lixeiras tampadas;

- deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

- plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

- trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;

- mantenha ralos fechados e desentupidos;

- lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

- retire a água acumulada em lajes;

- dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;

- mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

- evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;

- denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;

- caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.

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