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Desemprego sobe a 13,3% no Brasil, recorde em três anos

No total, 12,8 milhões de pessoas buscam emprego no país

06/08/2020 - 10h18 - Atualizada em: 06/08/2020 - 11h15

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Por AFP
Gilmar de Souza / Arquivo NSC
A informalidade atinge 36,9% dos trabalhadores.
(Foto: )

O índice de desemprego no Brasil chegou a 13,3% no trimestre abril-junho - de acordo com números oficiais divulgados nesta quinta-feira (6), que apontam uma perda de 8,9 milhões de postos de trabalho no período, devido à pandemia da COVID-19.

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Isso representa um aumento de 1,1 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior, janeiro-março (12,2%), e é a taxa mais elevada desde o trimestre março-maio de 2017, quando também registrou 13,3%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No total, 12,8 milhões de pessoas buscam emprego no Brasil, número que se manteve estável nos últimos balanços. O aumento da taxa geral de desemprego se deve a uma redução na população ocupada.

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Dos 8,9 milhões de empregos (formais e informais) perdidos no segundo trimestre do ano, 2,1 milhões correspondem ao setor do comércio, 1,3 milhão ao setor doméstico e 1,1 milhão à construção civil.

"Desse retrocesso de 8,9 milhões entre a população empregada, 6 milhões eram trabalhadores informais", disse a analista do IBGE Adriana Beringuy.

No Brasil, a informalidade atinge 36,9% dos trabalhadores.

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O IBGE realiza seus relatórios com consultas diretas sobre a situação de milhares de domicílios, o que também possibilita avaliar a situação do mercado informal.

Salto nos próximos meses?

Na última pesquisa, as autoridades identificaram um número recorde de 5,7 milhões de "desencorajados", significando pessoas aptas a trabalhar, mas que não procuram emprego por várias razões.

"Há um aumento da força potencial de pessoas que, apesar de não procurarem emprego, gostariam de tê-lo e, observando as razões pelas quais não estão procurando, um grande contingente alega motivos relacionados à pandemia", acrescentou Beringuy.

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Para o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, o índice de desemprego aumentará bastante quando for finalizada a reabertura econômica, iniciada progressivamente em junho em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, aonde o vírus chegou primeiro.

Sachsida disse, em entrevista à Folha de S. Paulo, que as pessoas não estão procurando emprego, porque sabem que neste momento não adianta. Com a reabertura da economia, diz ele, o desemprego vai dar um "salto".

O governo projeta para 2020 a pior contração anual da economia brasileira, devido à paralisia das atividades causadas pela pandemia.

No Brasil, o número de mortos por COVID-19 se aproxima de 100.000, com cerca de 2,8 milhões de casos de contágio registrados até agora.

Na quarta-feira (5), o Banco Central do Brasil (BCB) cortou sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, a 2%, uma nova baixa histórica, na tentativa de incentivar o crédito, o investimento e o consumo, enquanto a inflação está sob controle.

A produção industrial no Brasil cresceu 17,9% entre maio e junho, mas ainda registrou uma contração de 10,9% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado.

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