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História

Documentário "Cisne Negro - Uma homenagem a Cruz e Sousa" será lançado nesta quinta-feira (16)

O documentário sobre Cruz e Sousa será lançado pelo projeto Street Art Tour

14/07/2020 - 10h46 - Atualizada em: 14/07/2020 - 10h48

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Marina
Por Marina Martini Lopes
Com imagens e direção de Victor Moraes, o documentário é uma obra complementar e com o propósito de contextualizar o público sobre a homenagem
Com imagens e direção de Victor Moraes, o documentário é uma obra complementar e com o propósito de contextualizar o público sobre a homenagem
(Foto: )

Um ano depois da inauguração do mural Cisne Negro, obra de grandes dimensões no Centro de Florianópolis em homenagem ao poeta Cruz e Sousa (1861 - 1898), o Street Art Tour lança um documentário homônimo que mostra detalhes e bastidores da pintura, assinada pelo artista Rodrigo Rizo.

Além de registros do trabalho do artista, o filme traz também depoimentos de historiadores e pesquisadores sobre a vida e a obra do autor: da resistência e combate ao racismo à genialidade como poeta e expoente do simbolismo no Brasil. O lançamento está marcado para esta quinta-feira (16), às 20h, nos canais do Street Art Tour no Instagram (@streetarttourfloripa) e Facebook (facebook.com/streetarttourfloripa).

Com imagens e direção de Victor Moraes, o documentário é uma obra complementar e com o propósito de contextualizar o público sobre a homenagem: quem foi o poeta, sua relevância literária e social na Desterro do século passado. Passado um ano, o mural se transformou em um marco para Florianópolis e também para a cena de arte da Capital.

- De fato o mural se tornou um grande ícone, e isso se deve também pela relevância monumental do tema - comenta Rodrigo Rizo. - Hoje a discussão sobre o racismo foi amplificada pelos recentes casos de violência policial contra jovens negros periféricos e parte da sociedade reagiu e se posicionou com o movimento Vidas Negras Importam. Como reação, iniciou-se um movimento de revisionismo histórico importante que derrubou monumentos de homenagem a homens que contribuíram para esse sistema racista que perdura até hoje. Acho que o mural tem uma importância nesse processo, pois é um monumento que se ergue em homenagem a um homem negro ilustre que pode e deve ser referência para todos.

O mural de 900 metros quadrados começou a ser feito no começo de junho de 2019 no paredão do edifício João Moritz, localizado ao lado do jardim do Museu Histórico de Santa Catarina - Palácio Cruz e Sousa. O artista contou com o apoio de um elevador externo, que o levou a uma altura de até 30 metros para executar a pintura.

- Para nós, enquanto produtores, é um prazer nos envolvermos em um projeto que movimentou a cena histórica da nossa cidade por meio da arte urbana - diz a produtora cultural Marina Tavares, idealizadora do movimento Street Art Tour ao lado de Rizo e do produtor Arturo Valle Junior. - Junto ao artista Rodrigo Rizo e ao videomaker Victor Moraes, responsável pela produção audiovisual, concordamos que seria importante não só registrar o processo de evolução do mural, mas também contextualizar a história do personagem.

Com pouco mais de 17 minutos, o filme tem depoimentos de Rizo; da pesquisadora, professora e militante Jeruse Romão; do historiador e biógrafo de Cruz e Sousa Fabio Garcia; e da educadora, professora e pesquisadora Maria Aparecida Rita Moreira. Tem ainda a participação do ator João Batista Costa, o JB, com a leitura de um poema.

Em 2020 o Street Art Tour consolida-se como iniciativa importante para a arte urbana de Florianópolis e aposta na potência do coletivo, como um convite aos artistas e à própria população a ocupar a cidade e a viver com mais arte. Nesse sentido, para este ano estão programados murais de médio porte e também ações que discutem o papel da arte urbana. Natureza do Desterro, mural assinado por Rodrigo Rizo no alto da Rua Felipe Schmidt, já está em andamento e será inaugurado no final de julho.

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