O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, admitiu a derrota nas eleições parlamentares deste domingo (12) com a apuração dos votos em 87,82% das urnas. O líder da oposição de centro-direita, Péter Magyar, está à frente, com o partido Tisza projetado para conquistar 138 cadeiras no Parlamento de 199 assentos. Com informações do g1.

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Se o resultado se confirmar, Orbán deixa o governo após 16 anos. Na sede de campanha do partido dele, Fidesz, Órban afirmou que o “resultado da eleição é doloroso para nós, mas claro”.

— Os resultados ainda não são finais, mas a situação é compreensível e clara — afirmou.

Neste ano, as eleições tiveram participação recorde de 66% dos eleitores, com as urnas fechadas às 14h no horário de Brasília.

Péter Magyar afirmou que já foi parabenizado por Orbán pela vitória nas eleições.

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Quem é Viktor Orbán

Orbán foi eleito pela primeira vez em 1998 e governou por quatro anos. Depois, em 2010, voltou ao cargo, onde permanece desde então. O partido do primeiro-ministro tem ampla maioria no Parlamento e atuou para refazer a Constituição, com leis para criar uma “democracia cristã iliberal”.

Entre as políticas que ajudaram a manter o apoio popular do governo de Orbán, estão medidas antimigração e nacionalistas e conservadoras. O primeiro-ministro teve grandes atritos com a União Europeia por “violações de padrões democráticos”.

Cenário mudou em 2026

Apesar de ter conquistado as últimas eleições com vantagens, o cenário mudou em 2026 com a economia estagnada há três anos, Dessa forma, o primeiro-ministro perdeu força interna. Por outro lado, Péter Magyar, seu ex-aliado, ganhou força.

Magyar afirmou que se inspirou em Orbán quando iniciou sua trajetória na política mas, depois, acusou o governo de corrupção e deixou o partido. Assim, ele começou a prometer que se reaproximaria da União Europeia, mas ainda mantendo as políticas de combate à imigração ilegal. Por apoiadores, ele é visto como alguém que “enfrenta o sistema”.

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