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Doses da vacina de Oxford contra Covid-19 produzidas no Brasil devem ser entregues em março

Previsão inicial era 8 de fevereiro, mas Fiocruz anunciou que o atraso da vinda de insumos da China irá atrasar a produção em território brasileiro

19/01/2021 - 19h36

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Folhapress
Por Folhapress
Vacina feita pela Universidade de Oxford em conjunto com a AstraZeneca.
Vacina feita pela Universidade de Oxford em conjunto com a AstraZeneca.
(Foto: )

A Fiocruz prevê que só deve entregar no início de março as primeiras doses da vacina de Oxford/AstraZeneca produzidas no Brasil, já que a chegada de insumos da China atrasou. A promessa anterior, feita no final de dezembro, era concluir o primeiro lote do imunizante por volta de 8 de fevereiro.

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O novo cronograma consta em um ofício da fundação encaminhado nesta terça-feira (19) ao Ministério Público Federal (MPF), que desde dezembro acompanha as estratégias de vacinação contra a doença. A informação foi adiantada pelo jornal Estado de S. Paulo e confirmada pelo MPF à reportagem.

O documento, assinado pelo diretor do Instituto Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma Medeiros, foi uma resposta a um ofício do órgão que questionava sobre as datas de entrega das 2 milhões de doses prontas que serão trazidas da Índia e da outra parcela que será processada no Brasil pela Fiocruz.

A previsão da fundação é que o IFA (ingrediente farmacêutico ativo) – material necessário para fazer a vacina produzido por uma parceira da AstraZeneca na China – chegue no próximo sábado (23), mas ainda é necessária confirmação. A importação, que inicialmente estava prevista para dezembro, depende da liberação do país asiático.

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A Fiocruz diz que ainda será preciso mais de um mês para o fornecimento das vacinas, já que, depois de produzidas com o IFA, as doses ainda terão que passar por testes de qualidade. Estima-se que esses testes levem 17 dias, somados a mais 2 dias de análise pelo INCQS (Instituto Nacional de Controle da Qualidade em Saúde).

Isso se o insumo chegar no dia previsto e o produto tiver resultados satisfatórios no controle de qualidade. Caso contrário, o prazo pode se esticar.

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