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    VENENOSO 

    "Dragão azul", molusco com mesma toxina da água-viva, aparece no Litoral Sul de SC

    Ele tem o tamanho de um polegar, mas concentra maior quantidade de toxina que as águas-vivas

    04/02/2020 - 19h23 - Atualizada em: 03/03/2020 - 21h29

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    Clarissa
    Por Clarissa Battistella
    dragão azul
    Ao ver um molusco desconhecido, a orientação primordial é não encostar no organismo
    (Foto: )

    Exótico, colorido e menor que um dedo polegar, o molusco conhecido popularmente como "dragão azul" foi encontrado por banhistas no sábado (1º) nas praias do Litoral Sul de Santa Catarina. O primeiro relato da presença do animal na orla catarinense foi feito por pais de uma criança que brincava com um baldinho de areia no balneário Arroio do Silva.

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    Comandante da 3ª Companhia do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, capitão Vinicius Marcolim disse que o molusco provavelmente entrou de forma acidental no balde da criança, no momento em que ela buscava água no mar. Depois do primeiro relato, muitos outros "dragões azuis" foram vistos nas praias de Araranguá, Rincão e Esplanada.

    — Eu nunca tinha visto um desses por aqui. Talvez por serem muito pequenos, de 2 a 3 centímetros, nunca tenham sido notados. Mas, para nós, é algo ainda desconhecido, novo — comenta o comandante.

    Com formato que lembra o corpo de um dragão, esses moluscos chamam a atenção e despertam curiosidade, mas são perigosos, alerta o capitão. Em contato com a ONG EducAmar, os guarda-vidas foram orientados por uma bióloga sobre as toxinas presentes no pequeno animal:

    — Como ele se alimenta de águas-vivas, ele acumula as toxinas delas. O contato com ele, pode causar uma dor ainda maior do que de uma queimadura por água-viva. Por isso, vamos usar a bandeira lilás sempre que detectarmos a aparição.

    Professor da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc), Alberto Lindner, explica que o molusco da espécie glaucus atlanticus, comedor de caravela portuguesa e aparece esporadicamente encalhado nas praias de catarinenses:

    — Ele se alimenta da caravela portuguesa e mantém no seu próprio corpo os nematocistos, que são as estruturas urticantes da caravela. Então ele usa isso pra sua própria proteção e, dessa maneira, ele também queima como se fosse uma caravela. Então, tem que ter um certo cuidado quando for colocar ele na mão.

    Animal também foi encontrado na Barra da Lagoa em Florianópolis
    Animal também foi encontrado na Barra da Lagoa em Florianópolis
    (Foto: )

    Orientações

    Ao ver um molusco desconhecido, a orientação primordial é não encostar no organismo e avisar os guarda-vidas o quanto antes. Em relação ao dragão azul, os cuidados inicialmente são os mesmos que se deve ter com as águas-vivas ou caravelas:

    — Observar a presença da bandeira lilás.

    — Se afastar dos animais marítimos, assim que perceber a sua presença.

    — Não coçar ou esfregar o local machucado.

    — Procurar um posto de guardas-vidas.

    — Não usar água doce para limpar a região queimada, para evitar que a toxina se espalhe.

    — Lavar com água do mar.

    — Aplicar vinagre de uso doméstico na zona afetada.

    No entanto, devido às dúvidas de banhistas em relação ao aparecimento do dragão azul no Litoral catarinense, o Corpo de Bombeiros Militar informou que planeja emitir nota técnica com apoio de especialistas sobre os cuidados com o molusco.

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