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    Duplicação da BR-280 pode ser decisiva para Canal do Linguado em São Francisco do Sul 

    O trecho é a única ligação rodoviária e de linha férrea entre o continente, a Ilha e o Porto da cidade

    29/06/2019 - 12h57 - Atualizada em: 29/06/2019 - 15h24

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    Por Luan Martendal
    (Foto: )

    O avanço das discussões sobre o andamento da duplicação da BR-280, no Norte de Santa Catarina, reacendeu outro tema de interesse para a região: o destino do Canal do Linguado. Entidades que acompanham a situação do canal acreditam que a obra de duplicação pode ser momento decisivo para o trecho.

    Em face do fortalecimento da cobrança de entidades, como a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), por mais celeridade nas obras de duplicação da BR-280, a cargo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), tem-se a real oportunidade de colocar de volta ao jogo uma decisão efetiva sobre o canal.

    — Não é tarefa fácil, mas há uma mobilização para sensibilizar e investir num diálogo maior com autoridades e a sociedade, justamente porque estamos chegando num momento chave, em razão da duplicação, e uma hora esse desafio terá de ser superado — avalia o procurador da República, Tiago Gutierrez, que acompanha a situação do Linguado representando o Ministério Público Federal.

    Contudo, a obra da BR-280 caminha a passos lentos e pode levar anos para ser concluída, empurrando também para frente outra questão.

    — Para a duplicação dos três trechos da rodovia é necessário, ao menos, R$ 1 bilhão, e estão sendo liberados cerca de R$ 100 milhões por ano. Se persistir nesse ritmo, pode levar até uma década para ela ficar pronta, salvo haver antecipação. E nesse tempo podemos buscar recursos e realizar os estudos sobre as alterações no canal devido ao seu fechamento e apontar qual a melhor iniciativa a ser tomada — afirma Gutierrez.

    Claudio Tureck segue a mesma linha de raciocínio. Segundo ele, é preciso se antecipar a uma questão inevitável.

    — A duplicação da BR-280 é um momento importante para essa discussão porque, quando chegar ao perímetro do linguado, se não se souber o que deve ser feito, vai se formar um gargalo, então a gente precisa tomar a decisão — reforça.

    Um dos caminhos com o intuito de acelerar e fomentar uma solução viável foi a formação de um grupo composto por cerca de 30 entidades, entre universidades nacionais e internacionais, Ministério Público, pesquisadores e entidades públicas e privadas, numa câmara técnica (CT) do Grupo Pró-Babitonga voltada ao Canal do Linguado. O projeto busca fornecer subsídios e ideias propositivas que possam, enfim, ser implementadas.

    É preciso estudos

    — Queremos que os gestores, prefeitos, governadores, juízes, se apropriem do material que será criado a partir dos trabalhos da câmara para que a sociedade como um todo possa tomar essa decisão: se vale a pena abrir o canal do linguado e quais são os riscos e, o mais importante, pensar “e se nada for feito, que Babitonga a gente vai deixar para as futuras gerações?” — reflete Tureck, coordenador da Câmara Técnica Canal do Linguado.

    Estimativas da CT indicam ser necessário arrecadar de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões para viabilizar estudos conclusivos e resolutivos a serem entregues ao Poder Público para que algo concreto seja feito.

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