Com Santa Catarina em estado de alerta climático, o Porto de Itajaí criou na quarta-feira (20), a Comissão Especial de Monitoramento e Avaliação dos Potenciais Impactos do Fenômeno Climático El Niño, para fiscalizar riscos à infraestrutura e nas operações do complexo portuário, que possam ser causadas pelo evento.
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Segundo a Superintendência, a iniciativa é preventiva e busca antecipar ações diante dos possíveis efeitos do El Niño na região como chuvas intensas, elevação do nível dos rios, ressacas, vendavais, alagamentos e outros eventos climáticos extremos que possam afetar o funcionamento do complexo portuário.
Entre as atividades desempenhadas pela comissão, estão o acompanhamento e consolidação de dados meteorológicos, hidrológicos e oceanográficos relacionados às condições climáticas na região. Além disso, o grupo também vai avaliar vulnerabilidades estruturais e riscos operacionais existentes na infraestrutura do Porto de Itajaí e em áreas ligadas às operações do terminal.
De acordo com o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a criação da comissão reforça a preparação do setor portuário diante de eventos climáticos extremos e amplia a integração entre os órgãos envolvidos.
— A gestão portuária precisa estar preparada para responder com responsabilidade aos desafios climáticos. A instituição dessa comissão é uma medida preventiva, técnica e necessária para garantir segurança às operações, proteção à infraestrutura pública portuária e continuidade das atividades do Porto de Itajaí e do seu Complexo Portuário — aponta.
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Equipe será formada por diversos profissionais
Segundo o Porto de Itajaí, a comissão será formada por representantes de diferentes setores da Superintendência, incluindo áreas administrativas, operacionais, engenharia, manutenção, comunicação e assessoria jurídica.
Representantes da JBS Terminais, Portonave, equipe de práticos, Delegacia da Capitania dos Portos, prefeituras de Itajaí e Navegantes, Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil, empresa responsável pela Base de Emergência e representantes da Intersindical, também devem fazer parte.
O comitê ficará responsável pela elaboração de estudos técnicos, relatórios e recomendações preventivas, além da proposição de medidas emergenciais e corretivas voltadas à proteção da infraestrutura, da segurança das operações, da preservação ambiental e da integridade das pessoas envolvidas nas atividades portuárias.
Santa Catarina em alerta climático
O governo de Santa Catarina assinou na segunda-feira (18) um decreto de “alerta climático” para antecipar ações de prevenção diante da previsão de um El Niño mais intenso no fim de 2026. A medida, segundo o governador Jorginho Mello (PL), busca reduzir burocracias e permitir que Estado e municípios atuem antes da chegada das chuvas fortes.
— É um decreto por antecipação, é preventivo. (…) É para que se facilite a burocracia, os entraves, as demoras em fazer uma contratação de algum serviço para que quando chegue o El Niño, quando chegue a água, a gente já esteja bem preparado para enfrentar — declarou.
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Durante entrevista coletiva, Jorginho afirmou que a previsão preocupa o governo.
O que muda na prática
O secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, coronel Fabiano de Souza, explicou que o decreto prevê a criação de um comitê de crise envolvendo todas as secretarias do Estado. Além disso, segundo ele, os municípios terão 15 dias para apresentar relatórios com ações preventivas e planos de contingência.
— Os municípios vão encaminhar para a gente tudo o que eles vêm fazendo e o que eles pretendem fazer de maneira preventiva. Desde a atualização dos planos municipais até essa parte mais operacional de limpezas — afirmou.
O governo também pretende ampliar estoques de assistência humanitária para agilizar atendimentos em caso de desastres.
— Se nós fizermos estoque do que a gente vai utilizar lá na frente, eu consigo dar um primeiro atendimento enquanto a empresa vai conseguindo repor estoque — exemplificou o secretário.
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