Bilionários e na lista da Forbes dos mais ricos do país, os irmãos Wesley e Joesley Batista são donos de um império empresarial através da holding J&F Investimentos, que tem como um dos principais negócios a JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo e líder global na produção de proteínas.
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Além disso, a dupla é responsável pela operação de cargas do complexo portuário de Itajaí. Desde 2024, a JBS, através da JBS Terminais, comanda o terminal de contêineres e já fez as operações dispararem em 330% em menos de 2 anos.
Atualmente, de acordo com a revista de negócios Forbes, a fortuna dos irmãos está estimada em 5,4 bilhões de dólares cada, o que pode equivaler cerca de R$ 30,5 bilhões, na cotação atual da moeda brasileira. Em 2024, a revista chegou a considerar os Batista como uma das duplas de irmãos mais ricas do Brasil.
Nascidos em Goiás, a dupla é herdeira de José Batista Sobrinho, conhecido popularmente como “Zé Mineiro”, empresário brasileiro responsável pela fundação da JBS. Atualmente, os dois comandam a empresa. Joesley tem 54 anos, e Wesley, 53.
Veja fotos de empresas relacionadas à J&F
Negócios da família Batista
O conglomerado de marcas ligadas aos irmãos Batista ultrapassa 50 marcas em oito setores diferentes. O grande destaque é para a JBS, que é considerada uma das maiores empresas de processamento de carne do mundo, e de acordo com informações do portal G1, possui um valor de mercado estimado em cerca de R$ 70 bilhões.
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Além disso, nomes como Eldorado Brasil, Canal Rural, Âmbar Energia, NoCarbon, Lhg Mining, Flora, Banco Original e o PicPay também estão ligados aos irmãos.
Veja a lista de brasileiros mais ricos:
- Eduardo Saverin — US$ 35,9 bilhões
- André Esteves — US$ 20,2 bilhões
- Jorge Paulo Lemann — US$ 19,8 bilhões
- Fernando Roberto Moreira Salles — US$ 9,9 bilhões
- Pedro Moreira Salles — US$ 9,1 bilhões
- Jorge Moll Filho — US$ 7,5 bilhões
- Max Van Hoegaerden Herrmann Telles — US$ 7,4 bilhões
- Carlos Alberto Sicupira — US$ 6,9 bilhões
- Miguel Krigsner — US$ 6,8 bilhões
- Alex Behring — US$ 5,8 bilhões
- Joesley Batista — US$ 5,4 bilhões
- Wesley Batista — US$ 5,4 bilhões
- João Moreira Salles — US$ 5,1 bilhões
- Walther Moreira Salles Jr. — US$ 5,1 bilhões
- Roberto Sallouti — US$ 4,7 bilhões
- José João Abdalla Filho — US$ 4,2 bilhões
- Maurizio Billi — US$ 4,2 bilhões
- José Roberto Marinho — US$ 4,1 bilhões
- João Roberto Marinho — US$ 4,1 bilhões
- Alceu Elias Feldmann — US$ 3,7 bilhões
- Renato dos Santos — US$ 3,5 bilhões
- Roberto Irineu Marinho — US$ 3,3 bilhões
- Mário Araripe — US$ 3,3 bilhões
- Marcel Herrmann Telles — US$ 2,8 bilhões
- Alfredo Egydio Arruda Villela Filho — US$ 2,7 bilhões
Dupla investiu em novo negócio no Oriente Médio
Muito distante de Itajaí, a JBS anunciou um investimento de 150 milhões de dólares, ou cerca de R$ 770 milhões segundo a cotação atual da moeda, na criação de uma nova plataforma multiproteínas em Omã, no Oriente Médio.
O espaço deve ser usado para a produção de carne bovina, aves e cordeiro. O motivo é a diversificação dos negócios dos irmãos pelo mundo. O investimento faz parte de uma parceria, onde a JBS adquiriu participação de 80% em uma holding de alimentos recém-criada que consolida dois ativos produtivos no país. Quem manterá os outros 20% será a Oman Food Capital, braço de investimentos em alimentos e agronegócio da Oman Investment Authority.
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Dessa forma, a JBS quer diversificar os seus negócios no mundo, se aproximando de mercados consumidores estratégicos. Em linha com a Visão 2040 do Sultanato de Omã, a chamada joint venture contribui para o fortalecimento da segurança alimentar no país, segundo a JBS, com alimentos destinados à exportação.
Mais de 300 mil toneladas devem ser produzidas por ano, com 1 mil bovinos, 5 mil cordeiros e 600 mil aves. A empresa espera que a produção comece em até 6 meses para carne bovina e ovina, e em até 12 meses para aves.







