Bilionários e donos de mais de 50 marcas em setores diversos, os irmãos Wesley e Joesley Batista são os nomes por trás da multinacional brasileira JBS, reconhecida como uma das maiores empresas de alimentos do mundo. Mas o negócio não se restringe apenas ao frigorífico: a empresa também comanda as operações do Porto de Itajaí.
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Atuando no complexo portuário desde 2024, a gigante no mercado de exportação de carnes vem consolidando bons resultados na operação de cargas. Segundo a companhia, houve um crescimento de 330% nos trabalhos em um período de um ano e meio, e mais de 560 mil TEUs (contêiner de 20 pés de comprimento) foram movimentados. O que representa um crescimento médio mensal de 12% no terminal.
Empresa já investiu mais de 200 milhões em Itajaí
No primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior, a movimentação de contêineres cresceu em mais de 60%. O aumento está relacionado à uma estratégia comercial traçada pelo grupo e voltada à setores específicos, como carnes, madeira, maquinário veículos, e investimentos em tecnologias e infraestrutura.
A JBS Terminais iniciou a movimentação de cargas no Tecon do Porto de Itajaí em 11 de outubro de 2024, desde então, a empresa já investiu mais de R$ 220 milhões no complexo, o montante permitiu a compra de dois guindastes móveis, que suportam 125 toneladas e alcançam até 20 fileiras de contêineres, o que segundo a JBS, tornou as operações de carga e descarga mais rápidas e eficientes.
Irmãos Batista desembolsaram R$ 770 milhões em novo negócio no Oriente Médio
Muito distante de Itajaí, a JBS anunciou um investimento de 150 milhões de dólares, ou cerca de R$ 770 milhões segundo a cotação atual da moeda, na criação de uma nova plataforma multiproteínas em Omã, no Oriente Médio.
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O espaço deve ser usado para a produção de carne bovina, aves e cordeiro. O motivo é a diversificação dos negócios dos irmãos pelo mundo. O investimento faz parte de uma parceria, onde a JBS adquiriu participação de 80% em uma holding de alimentos recém-criada que consolida dois ativos produtivos no país. Quem manterá os outros 20% será a Oman Food Capital, braço de investimentos em alimentos e agronegócio da Oman Investment Authority.
Dessa forma, a JBS quer diversificar os seus negócios no mundo, se aproximando de mercados consumidores estratégicos. Em linha com a Visão 2040 do Sultanato de Omã, a chamada joint venture contribui para o fortalecimento da segurança alimentar no país, segundo a JBS, com alimentos destinados à exportação.
Mais de 300 mil toneladas devem ser produzidas por ano, com 1 mil bovinos, 5 mil cordeiros e 600 mil aves. A empresa espera que a produção comece em até 6 meses para carne bovina e ovina, e em até 12 meses para aves.
Sobre a JBS
A JBS Terminais integra a JBS S.A., multinacional brasileira com mais de 70 anos de atuação e reconhecida como uma das líderes globais do setor de alimentos. Com sede em São Paulo, a companhia possui mais de 250 unidades produtivas ao redor do mundo, presença comercial em mais de 180 países e um quadro de mais de 270 mil colaboradores.
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No Brasil, são cerca de 158 mil profissionais distribuídos em mais de 130 fábricas, escritórios, centros de distribuição e lojas Swift, atuando em operações como Friboi, Seara, além de áreas como JBS Couros, Novos Negócios, Terminais e Biotech.
A companhia mantém um portfólio diversificado, que inclui desde carnes in natura e produtos congelados até alimentos prontos para consumo, comercializados por meio de marcas reconhecidas no Brasil e no exterior. Além disso, também atua em negócios correlacionados, como couro, biodiesel, colágeno, envoltórios naturais, embalagens metálicas, transporte, reciclagem e gestão de resíduos.







