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    Eleições 2020

    Eleições 2020: candidatos a prefeito de Joinville apresentam propostas para a saúde

    Em entrevista ao AN, os concorrentes para comandar a prefeitura da maior cidade de Santa Catarina falam dos planos para a saúde

    09/10/2020 - 08h05 - Atualizada em: 14/10/2020 - 09h23

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    Cláudia
    Por Cláudia Morriesen
    imagem mostra colagem de fotos com todos os candidatos à prefeitura de joinville
    Joinville tem 15 candidatos à prefeitura em 2020
    (Foto: )

    Nesta sexta-feira, dia 9, dia em que a propaganda eleitoral começa a ser divulgada na TV e no rádio, o jornal A Notícia abre uma série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Joinville com temas que devem nortear a discussão e a campanha eleitoral.

    > Quem são os candidatos a prefeito de Joinville

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    O primeiro tema a ser abordado é a saúde. A reportagem fez duas perguntas aos 15 candidatos:

    1) Qual é a sua principal proposta para a saúde de Joinville?

    2) Quais são os planos para manter a pandemia do novo coronavírus controlada no município até a chegada de uma vacina? Quais serão as primeiras (ou principais) ações neste sentido?

    Confira o que respondeu cada candidato, com as respostas em ordem alfabética:

    Adriano Silva (Novo)

    1) A área da saúde receberá atenção especial no meu governo. É uma área que conheço bem a realidade, pois frequento as emergências dos hospitais da cidade nos plantões como voluntário socorrista de ambulância do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, há 17 anos. Os profissionais da saúde são verdadeiros heróis para lidar com essa realidade.

    Hoje o custo da folha de pagamento do Hospital São José equivale a 100% da arrecadação do IPTU de Joinville. Por ser um hospital referência em sete especialidades, o que é muito bom, pelo menos 30% desse montante deveria ser assumido pelo Governo do Estado. Isso já deveria ter sido resolvido e mudar o sistema de administração hospitalar é urgente. 

    Vamos transformar o Hospital São José em uma Organização Social. Eu estudei um exemplo prático do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus do município de São Paulo, administrado pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês, desde 2008. A unidade incorporou novas tecnologias e se tornou referência em uma série de patologias do município. O resultado é o melhor possível, abrangendo eficiência de gestão, velocidade de compras e contratação de novos profissionais em modelo CLT, com políticas de remuneração equiparadas com o mercado. O mais importante é que o servidor de carreira segue em seu modelo de contratação, exatamente igual, e não tem perdas até a sua aposentadoria.

    2) Em relação à segurança de saúde, vamos direcionar uma atenção especial ao número de casos, prestar atendimento aos primeiros sintomas para tratamento precoce e garantia de estrutura hospitalar para os casos que requerem internação e atendimento em UTI. Faremos a orientação da população para se manter atenta aos cuidados preventivos para evitar a contaminação em massa e, ao mesmo tempo, permitir que tenham condições de manter o seu trabalho.

    É necessário garantir um equilíbrio das regras restritivas para viabilizar a retomada econômica do município e contribuir com a geração de empregos e renda, principalmente, para as pessoas mais afetadas com a pandemia possam voltar a ter uma condição de vida adequada. Para isso, será prioridade a implantação do projeto de desburocratização de processos que eu mesmo farei questão de liderar. Seguiremos o exemplo de outras cidades, que reuniram associações, secretarias da prefeitura, legislativo municipal e Ministério Público para chegar as melhores fórmulas, facilitando a vida do cidadão e do empreendedor. Estudei esse case no detalhe e, para funcionar, é necessário criar leis, revogar as inadequadas, redesenhar códigos e digitalizar os processos.

    Somente com a sua renda em dia, o cidadão terá condições de cuidar da sua saúde preventiva e da qualidade de vida de toda a sua família. Cabe ao poder público incentivar hábitos saudáveis e permitir que o cidadão tenha ferramentas adequadas para ter uma vida digna e feliz.

    Anelísio da Assessoritec (Avante)

    1. Organizar e ampliar a atenção primária em saúde, reestruturando as estratégias do programa Saúde da Família e a Saúde Bucal, e também aos exames de diagnósticos, assegurando uma postura de atenção e cuidado que responda efetivamente às expectativas da população, conforme cada bairro demandar.

    2. Entendemos ser essencial desenvolver políticas públicas, de forma universal, e que considerem os efeitos e os impactos já sofridos no Município de Joinville. Por isso estamos atentos, junto a especialistas, e além disso, nos orientando nos pareceres técnicos da ONU.

    As nossas ações estarão pautadas em orientações técnicas. Mais que olhar para o passado ou para o presente, temos uma visão de inovação, empreendedora, buscando focar em soluções e não em problemas. Por isso, nosso plano de governo contempla um tópico especial sobre pandemias, visto que, a ONU prevê que há possibilidade de novas pandemias como a do Covid19, então é preciso pensar estrategicamente para redesenhar as decisões que os governos tomaram agora nesta pandemia da Covid-19.

    Assis (PT/ Coligação Joinville que Cuida da sua Gente)

    1) A saúde será prioridade do nosso governo. Eu e a Antonia Grigol, nossa vice, que é enfermeira, sanitarista, mestre em Saúde e Meio Ambiente e foi secretária da Saúde de Joinville, estamos propondo construir uma cidade que cuida de sua gente. Juntos, nós vamos fortalecer o sistema público de saúde em Joinville e preparar a cidade para o pós-pandemia, que, infelizmente, ainda terá consequências nos próximos anos em todos diversos setores. Por isso, precisamos e vamos governar com um olhar voltado, especialmente, ao cuidado com as pessoas.

    Além das nossas propostas específicas voltadas à pandemia e ao pós-pandemia, vamos retomar em Joinville o projeto da construção de uma unidade de pronto atendimento no bairro Vila Nova, para atender toda a região Oeste. Nossa gestão deixou esta obra bem encaminhada. Já tinha terreno e dinheiro do governo federal para iniciar a construção. Por incrível que pareça, a atual administração considerou que esta unidade não era necessária e devolveu o dinheiro para Brasília. Nós vamos retomar essa obra, cuidando da atenção básica, mas também investindo na urgência e emergência. Também vamos implantar o Centro Especializado de Saúde da Mulher, que reunirá várias especialidades e exames, como Patologia de Colo, Patologia de Mama e Climatério, trazendo mais conforto e segurança para as mulheres de Joinville. Vamos dar atenção integral à saúde da mulher, da prevenção ao atendimento especializado.

    2) Vamos realizar ampla testagem para as pessoas sintomáticas ao novo Coronavírus, garantindo o isolamento social para fins epidemiológicos. Vamos fortalecer a parceria entre as áreas de Educação, Saúde e Assistência Social, visando o cumprimento dos protocolos sanitários para o retorno às aulas e a sua manutenção. Precisamos garantir a segurança das crianças, dos professores e professoras e dos demais trabalhadores em educação. O retorno às aulas, como está sendo feito agora, com a prefeitura jogando a responsabilidade para os pais, é uma crime. Precisamos envolver toda a comunidade escolar neste debate. Nós também vamos instalar em Joinville uma unidade de reabilitação para pacientes atingidos por sequelas deixadas pela infecção do novo Coronavírus, com equipe multiprofissional de médicos e fisioterapeutas.

    Comandante Nelson Coelho (Patriota/ Coligação Joinville Acima de Todos)

    1) Vamos fortalecer o Programa Saúde da Família, manter os projetos das Unidades Básicas de Saúde da Família, em torno de oito, já previstas para serem construídas, e melhorar o atendimento à população.

    2) Na verdade, precisamos cuidar da saúde pública e retomar a economia. Sou contra esses decretos, que são inconstitucionais. Eles serão revistos com certeza. Temos que voltar a normalidade, tomando alguns cuidados, mas as pessoas têm que volta a viver, a se relacionar. Teremos um problema sério no ano que vem com nossas crianças, que já apresentam problemas devido ao afastamento social. Precisa haver um carinho e uma atenção para resgatar nossa Joinville.

    Com relação aos decretos, também não concordo com a restrição de horários. É preciso ampliar o horário de atendimento em restaurantes, bares, shoppings, para que a ocupação seja bem distribuída. Aliás, não foi aproveitando o momento de quebrar um paradigma em Joinville, que é a questão dos estabelecimentos comerciais abertos aos finais de semana. Temos uma imposição dentro do município. Não é obrigar alguém a abrir o estabelecimento, mas que quem queira possa abrir. Precisamos retomar essa economia de serviços, que foi tão afetada pela pandemia. Sem contar a Via Gastronômica, onde tivemos o sepultamento de estabelecimentos.

    Darci de Matos (PSD/ Coligação Joinville é Agora)

    1) Zerar a fila de cirurgias e consultas de exames e consultas especializadas.

    2) Em primeiro lugar, não podemos relaxar nos cuidados. As campanhas de prevenção precisam continuar. O incentivo aos bons hábitos e uso de álcool em gel também devem ser ações corriqueiras do Poder Público. Conforme orientações dos profissionais da saúde, temos que manter abastecidos os estoques de medicamentos aos sintomáticos, com muita orientação e atenção especial aos grupos de risco e idosos. Com relação à estrutura colocada à disposição para pacientes do Covid-19 durante este ano de 2020, inclusive com ampliação de número de leitos, ela não pode simplesmente desaparecer. Conforme vai caindo o número de contaminados e internações, os leitos precisam ser destinados à cirurgias eletivas e outras finalidades. A infraestrutura não pode ser menor apenas porque o Covid-19 está controlado. E principalmente porque enquanto não houver a vacina, especialistas orientam que os cuidados permaneçam, pois pode haver novos picos. De uma forma geral, sempre tivemos um déficit de leitos, por isso é necessário manter a estrutura justamente para suprir a demanda, até reprimida, de outras especialidades. E aos profissionais da saúde, a valorização a cada um deles deve ser ainda maior. E não só nesta época de pandemia. Eles são guerreiros, em todo o mundo muitos perderam a vida. E a segurança no trabalho deve ser garantida a eles, que têm arriscado a própria vida.

    Doutor Dalmo (PSL)

    1) Temos uma proposta ampla para a saúde. Vamos construir a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na zona oeste da cidade, adequar e estruturar as UPAs para que sejam efetivamente capacitadas para atendimento de todo tipo de emergências, e implantar uma Policlínica para atendimento ambulatorial eletivo de média complexidade a partir de modelo que possa ser expandido e replicado para cada um dos quadrantes da cidade. Vamos expandir o SAMU com subsedes em cada UPA, e integrar horizontalmente os hospitais públicos da cidade. Precisamos reorganizar o sistema para dar atendimento digno e ágil aos cidadãos com exames que hoje são inacessíveis.

    2) Em primeiro lugar vamos ouvir as pessoas, os conselhos, para em conjunto definirmos os rumos e ações. A pandemia trouxe um desafio muito grande que exige atitude de ouvir muito a sociedade, planejar e antecipar decisões. Agora, a etiqueta de prevenção com os cuidados com a higiene, lavar as mãos, uso de álcool gel, evitar aglomerações, o uso de máscaras, os cuidados sanitários nos espaços de lazer, públicos, privados, devem continuar de forma que possamos controlar a disseminação do vírus e manter a atividade econômica, social, a vida normal dentro do possível. O Prefeito tem que ser o líder motivador que cuida das pessoas, da cidade como um todo. Tem que ter a coragem de tomar medidas, mas ouvindo e dialogando com os setores da sociedade.

    Drico do PSTU (PSTU)

    1) A vida humana é mais importante do que a fortuna alocada nos cofres dos bilionários. Ou não? Se as fortunas forem consideradas mais importantes, é sinal de que a sociedade está doente. O PSTU preza pela vida humana e confia na classe trabalhadora para gerir conscientemente, sem dogmatismos, a administração pública. Nossa promessa de campanha é chamar a classe trabalhadora às tomadas de decisão. Prescindindo dos impactos de qualquer natureza, porque o foco da nossa classe não está voltado para empilhar notas de R$200,00 em cofres. As ilusões depositadas sobre os governos do PT, bem como ultimamente em bolsonaro, são desconstruídas conforme a experiência dessas gerações de trabalhadores não veem atendidas quaisquer condições dignas. Um governo do PSTU, que seja consequente com afirmações dessa natureza, tomará como prioridade imediata, taxar os ricos.

    A realidade dos hospitais e escolas demonstra que a prioridade dos governantes não tem sido esses setores. Você não pode considerar que Saúde e Educação sejam prioridades do governo e da classe dominante. São as áreas mais importantes para a classe trabalhadora, sem dúvida, mas para ‘os de cima’ não! O Orçamento Público nacional destina às áreas citadas em torno de 4% para cada (e ouvimos inúmeras vezes o quanto estão empenhados em cortar esses investimentos). Já a Dívida Pública consome em torno de 40% do orçamento. São dez vezes mais. Então se dissermos que há uma prioridade em saúde e educação, o que diremos da Dívida Pública? Aliás esse tema merece uma explicação à parte. Se contraímos uma dívida que consome quase metade do que é produzido no país, onde esse dinheiro foi investido? E quem são os credores? Temos as respostas, e são desagradáveis, esse esquema de dívida é usado para manutenção da subserviência dos países periféricos ao imperialismo capitalista. Os administradores (desde Juscelino Kubitscheck, passando pelos militares, até o atual presidente) corruptos até a medula, se beneficiaram e beneficiam seus asseclas jogando a conta nas costas da classe trabalhadora. Por isso somos apoiadores da Auditoria Cidadã da Dívida Pública (pesquise), e a suspensão imediata do pagamento da dívida. Aí poderemos falar em saúde e educação de qualidade.

    2) A pandemia do novo Coronavírus deixou claro que o interesse da classe dominante é o lucro. Os patrões e os governos sabotaram a vida humana. E isso não passará para a história como querem acreditar, para que consigam deitar tranquilos em seus travesseiros, em vão. Suas biografias estão manchadas com o sangue e os sons horripilantes da falta de fôlego das vidas perdidas nessa etapa histórica em que vivemos. Somos testemunhas da ganância e atrocidade às quais estão dispostos a classe dominante. As medidas propostas pela comunidade científica, à qual são destinadas receitas do orçamento público (justamente para apontar medidas nesses casos), estão sendo negligenciadas. Um governo sério atenderia às recomendações científicas. Achamos que é imprescindível que façamos testes em massa em Joinville, em todo o território nacional. Defendemos que a rede privada de saúde deve atender indiscriminadamente a toda a população, submetida ao regime do SUS. Aliás, convocamos a classe trabalhadora a se auto-organizar através dos Conselhos para garantir atendimento para todos.

    Eduardo Zimmermann (PTC)

    1. A principal proposta para a saúde é um hospital na zona sul e ampliação do Bethesda, na zona Norte, ambos através de Parceria Público-Privada. E, para termos um hospital de ponta na cidade, buscar um potencial construtivo mais elevado para o terreno do Hospital Municipal São José e fazer uma troca com a iniciativa privada por um hospital de primeira linha em local menos cobiçado pelo mercado imobiliário.

    2. Para controle do coronavírus adotaremos o protocolo de ivermectina, zinco, azitromicina como preventivo e hidroxicloroquina nos primeiros sintomas. Zeraremos as mortes, principalmente decorrentes de internação com medicação incorreta, como foi feito. Teremos uma pessoa que já domina o assunto Saúde Pública, como Secretário Municipal de Saúde.

    Fernando Krelling (MDB/ Coligação Vamos pra Frente, Vamos com Fé)

    1) Quero construir oito "Parques da Saúde" na cidade, fazer com que a Secretaria da Saúde atue também com foco na qualidade de vida, dando atenção especial na saúde primária, de prevenção, que é de responsabilidade do município. Almejo identificar as doenças pré-existentes, como diabetes, hipertensão e câncer, e criar o programa "Saúde para quem mais precisa", levando atendimento domiciliar até a população carente. Quero transformar Joinville na cidade mais ativa do país, criando o programa "Joinville + Ativa", proporcionando melhoria significativa nas questões físicas e emocionais, a exemplo do programa "Mexa-se", que criei enquanto secretário de esportes. No Hospital São José, pretendo investir especialmente na qualificação dos setores de traumatologia e oncologia, para continuar servindo de referência nas áreas, além de cobrar do Governo do Estado participação no custeio do hospital.

    2) Aumentar o número de exames, disponibilizando para todos os cidadãos que queiram realizar os testes. Investir nos atendimentos do Centro de Triagem para dar mais agilidade aos resultados. Atuar de maneira próxima a Secretaria de Saúde, dando todo o suporte e condições para o trabalho da equipe de atendimento aos pacientes com Covid-19, e avaliar de maneira conjunta a rigidez ou flexibilização dos decretos municipais com relação as medidas de isolamento. Aproveitar a rede de relacionamentos criada nos últimos anos para cobrar do governo estadual a ampliação do número de leitos de UTI em Joinville.

    James Schroeder (PDT)

    O candidato não respondeu até a publicação da matéria.

    Ivandro de Souza (Podemos/ Coligação Aliança por Joinville)

    1) Defendo federalização do Hospital Municipal São José e vou lutar para que o Governo Federal assuma essa conta porque facilita a aplicação dos recursos em outras áreas como a o Programa Saúde da Família. Também entendo que é preciso olhar as pessoas que procuram o sistema público de saúde de uma forma sistêmica. Porque as vezes o cidadão consegue a consulta, outras obtém o exame e o retorno nem sempre vem na mesma velocidade e, quando é o caso de cirurgia, os exames venceram. No meu plano de trabalho também vamos modernizar equipamentos clínicos e hospitalares para melhorar o funcionamento dos hospitais com ênfase no atendimento das urgências e emergências. Sobre saúde básica, ampliar a capacidade de atendimento das UPAs e construir e equipar novos unidades em regiões que tenham demanda de atendimentos. Também entendo que é preciso fortalecer a gestão do Sistema Municipal de Vigilância em Saúde nas áreas nutricional, epidemiológica, sanitária, ambiental, saúde do trabalhador. E se faz necessário um novo perfil administrativo no laboratório municipal de saúde.

    2) Acerca da pandemia, tenho o entendimento de que a vacina é uma esperança para o mundo todo. Mas no meu entendimento é preciso atuar mais na prevenção do que apenas socorrer os pacientes nos hospitais. Penso que podemos buscar profissionais renomados com protocolos de tratamento da doença que sejam antecipados. Ou seja, enquanto não houver a vacina, o cidadão pode usar um protocolo de medicamentos antecipadamente. Joinville recebeu R$ 72,6 milhões do Governo Federal para ações voltadas à Covid-19 e esse recurso é específico para aplicação na saúde e nas áreas sociais afetadas pela pandemia, como a Secretaria Municipal de Assistência Social.

    Levi (Democracia Cristã)

    1) Minha ação primordial na área da saúde é fazer uma gestão eficaz na prevenção, valorizando muito o servidor, para que a população tenha um serviço de excelência. Construir um Hospital para o tratamento do câncer e doenças degenerativas.

    2) Para o controle da pandemia, enquanto não houver a vacina, vamos fortalecer e dar condições plenas aos equipamentos públicos na área da saúde, valorização, cuidado com o servidor e com toda a população. Fazendo os testes rápidos, melhorando e trabalhando sempre na prevenção.

    Marcucci (Republicanos)

    1) Não tenho principal proposta para a saúde. O que pretendo é colocar um gestor policial com conhecimento na área de saúde. Primeiro quero saber para onde vai o dinheiro que vem da União e do Estado. Só vou mexer no Hospital São José e nos outros órgãos da saúde quando descobrir o que acontece nas entranhas da administração.

    2) Em relação à pandemia, não vai ter restrição para todos, exceto, se precisar, para grupo de risco. A economia tem que funcionar, senão acaba com os empregos. Outras medidas serão avaliadas dependendo da evolução ou não da doença.

    Mayara Colzani (PSOL)

    1) Defendemos abertura de concursos públicos para médicos e demais profissionais da saúde, aliado com a efetivação 100% de cobertura da Estratégia Saúde da Família, realizando todo investimento necessário para a ampliação do número de leitos da cidade, com hospitais, UBSs, remédios e demais insumos e equipamentos por uma Saúde Pública, Gratuita e para Todos! Um mandato assim significa o combate nacional contra o governo Bolsonaro e sua proposta de orçamento federal para 2021, que retira 12,13% da verba da Saúde no Brasil.

    2) É preciso o direito à quarentena até que haja a vacina contra a covid-19, incluindo o retorno às aulas. Os trabalhadores são empurrados às ruas e aos locais de trabalho pelos interesses dos patrões, com o aval dos políticos burgueses. Não toleramos que os trabalhadores e a juventude paguem a conta da crise, anterior à pandemia. Os mais ricos devem pagar essa conta, sem a redução de salários daqueles que produzem. Uma prefeitura que seja o ponto de apoio da classe trabalhadora e da juventude é capaz de realizar isso. Pelo direito a quarentena, retorno às aulas só com vacina. Nenhum direito a menos.

    Tânia Eberhardt (Cidadania/ Coligação Joinville é o que nos Move)

    1) A administração executiva municipal tem que garantir à população o acesso de qualidade ao serviço de saúde. Para isso, é necessário uma gestão proativa, com uma administração moderna e transparente, que planeje e estabeleça metas e resultados. Para isso, temos três frentes de grande importância. A primeira delas é potencializar as equipes da estratégia saúde da família (ESF), integrando-as aos demais serviços de média e alta complexidade. Isto envolve também adequar as equipes dos núcleos ampliados de saúde da família (NASF) conforme o perfil epidemiológico de cada distrito sanitário e o fortalecimento das práticas integrativas e complementares em saúde (PICS).

    Outra frente é ampliar o número de equipes multiprofissional de atenção domiciliar (EMAD) para suporte hospitalar. Uma única EMAD permite desinternar de 50 a 60 pessoas dependendo da patologia. E o custo de uma internação domiciliar com o acompanhamento de uma equipe é 70% mais barato do que o de uma internação hospitalar. Este é um caminho importante para desafogar os hospitais, permitindo agilizar ciurgias eletivas e procedimentos de alta complexidade. Nosso plano23 fortalece ainda a rede de atenção psicossocial (RAPS), priorizando a assistência a crianças e adolescentes e a dependentes químicos.

    2) Com relação à pandemia, temos que avaliar as condições em que Joinville se encontrará no início do ano. Isto é algo que estaremos acompanhando com muita atenção. A princípio, não podemos abrir mão das medidas de incentivo ao autocuidado (higienização correta das mãos, uso de máscara, evitar aglomerações em locais fechados, etc.) e da responsabilidade de proteger os grupos de risco. Em circunstâncias dessa natureza, a forma de enfrentamento sistêmico passa primordialmente pelo cuidado que cada um de nós tem com os outros até que tenhamos acesso real a uma vacina eficaz contra o vírus.

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