Cachaça, samba e gente de todas as idades: é assim que o Cachaça no Ponto, bar localizado no Rio Tavares, no Sul de Florianópolis, pode ser definido. O estabelecimento, sucesso na Capital, é fruto de Leonardo Arraes, de 37 anos, mais conhecido como “Carioca”, que começou a sua trajetória na cachaçaria em um ponto de ônibus da Lagoa da Conceição.

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Carioca, Leonardo saiu do Rio de Janeiro em 2015 para fazer um trabalho com fotografia em Florianópolis. Após 15 dias na cidade, decidiu ficar: conseguiu um trabalho em uma pousada na Lagoa da Conceição, onde trocava a mão de obra por moradia. Com um dos primeiros salários, ele comprou também as suas primeiras cachaças. 

— Conversei com um cara, ele sabia que eu gostava. Ele conseguiu umas cachaças e eu enterrei as cachaças no sítio dele, no canto da Lagoa. Se você enterra a cachaça, ela fermenta mais tempo, é uma prática antiga. Só que eu perdi o trabalho na pousada, tive um problema e tive que sair. Quando eu saí minha vida zerou. Não tinha onde dormir, não tinha o que comer, não tinha nada, literalmente, eu não tinha nada — explica.

Sem dinheiro e moradia, Leonardo lembrou das cachaças enterradas e viu nelas uma oportunidade de trabalho. 

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— Comecei a vender a cachaça para os amigos no centrinho da Lagoa. Eu não conhecia tanta gente, mas eu ia avisando: “ó, tem cachaça”. Até que um dia eu pensei em botar a cachaça nas costas e vender no ponto de ônibus. 

E foi com uma bicicleta velha e uma mesa de bar antiga que Leonardo vendeu cachaça em um ponto de ônibus da Lagoa da Conceição por quatro anos. De 2016 a 2020, o empreendedor vendeu a bebida para as pessoas que estavam esperando pelo transporte público ou indo para as casas de festas próximas do local. Foi assim que a cachaça “no ponto” ganhou popularidade. 

Veja as fotos da Cachaça no Ponto

Casamento no “ponto” 

O ponto de ônibus da Lagoa da Conceição também foi onde Leonardo conheceu Camila Soletti, que mesmo não gostando de cachaça, se tornou a esposa do empreendedor. Juntos, os dois criaram novos sabores de bebida e investiram em um food truck. 

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— Ela ficava na chapa e eu vendia cachaça. Só que a gente ficou totalmente desacreditado depois de dois meses. Não era muito o que a gente queria. Às vezes a gente ficava muito feliz quando vendia cachaça, mas não ficava tão feliz quando vendia hambúrguer. O sonho mesmo era a cachaça. 

O casal, então, abandonou a ideia do food truck e alugou uma pequena sala no Rio Tavares, onde apenas “vendia cachaça e tocava samba”, como fala Leonardo. Com o sucesso do local, o empreendedor conseguiu expandir o bar e transformar o pátio em um food park. Hoje o Cachaça no Ponto acumula mais de 40 sabores diferentes da bebida. 

— A minha vida mudou quando conheci a minha mulher. Ela veio, mudou a minha forma de pensar, de investimento, de tudo.  

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