Um pesadelo vivido por um empresário de Itapema com uma stalker teve um novo capítulo neste domingo (12), o que o fez acionar a Polícia Militar. A mulher, que teria mandado dezenas de mensagens ao homem por diferentes números ao longo dos últimos dois anos, apareceu na empresa e na casa dele acompanhada do filho, menor de idade. Preocupado com a situação, Leandro Gallas ligou para o 190.

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Morador de Itapema, Leandro administra uma marina e outros negócios no Litoral. No Instagram, contou que no começo da tarde de domingo foi informado que uma mulher chamada Juliana estava pedindo por ele na marina. Logo depois, um garoto começou a bater na porta do imóvel dele e, aos berros, perguntou se era Leandro quem falava com a mãe dele. O empresário, então, acionou a PM.

Leandro sabia quem era a mulher. Há quase dois anos, enquanto estava no Rio Grande do Sul auxiliando os atingidos pela catástrofe de 2024, ele recebeu algumas mensagens de Juliana. No começo, ela parecia querer ajudar com o envio de doações, como tantas outras pessoas que entraram em contato com ele à época fizeram.

Não demorou muito, porém, para que a conversa evoluísse para outro caminho. Nos prints expostos por Leando, a mulher agia como se os dois se conhecessem pessoalmente e tivessem uma história amorosa mal resolvida. Ele diz que além dela ser uma desconhecida, teve poucas interações virtuais com a suspeita. Em uma delas, orientou que ela procurasse tratamento.

Veja os prints

O número da stalker foi bloqueado, mas não adiantou. Leandro afirma que ela criou diferentes contas e arrumou diversos números para conseguir entrar em contato. Em todas as abordagens, ela o chamava de “amor”, dizia que o amava mesmo sem o conhecer e fazia relatos fantasiosos, como se os dois mantivessem contato.

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— Não consigo acreditar que preciso pedir medida protetiva contra uma mulher, mas isso existe, estou expondo para que vejam que não é mentira. Alguém precisa parar essa pessoa — comentou Leandro em um story no Instagram.

Com a visita inesperada e indesejada, Leandro registrou um boletim de ocorrência por perseguição. O crime passou a ter previsão no art.147- A do Código Penal em 2021. “A palavra ‘stalking’ em inglês é utilizada na prática da caça. Por isso, esse crime é caracterizado pela intenção de perseguir uma pessoa de maneira constante e independente do meio, com ameaça à integridade física ou psicológica, limitando sua capacidade de se deslocar ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando a esfera de liberdade ou privacidade”, explicou a advogada Letícia Peres.

O caso já está sendo investigado, afirmou a Polícia Civil. A princípio, a mulher não estava mais no local quando os militares chegaram e, portanto, não houve condução à delegacia. A pena para perseguição varia de seis meses a dois anos de prisão, e multa.

Outro caso de Itapema

Em fevereiro do ano passado uma jovem de 24 anos foi presa em Itajaí depois de se tornar uma “stalker” do próprio dentista, que atua em Itapema. Ela passou a persegui-lo e, quando soube que o homem estava namorando, começou a ameaçar a companheira dele.

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