Henderson Rodrigues, empresário de Joinville, está preso em Dubai após os ataques retaliatórios do Irã atingirem países do Oriente Médio no último sábado (28). Nas redes sociais, contou sobre os momentos de tensão que passou na cidade dos Emirados Árabes Unidos e as incertezas após o anúncio da reabertura dos aeroportos de Dubai, divulgado nesta segunda-feira (2).
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— Notícia nova: liberaram o espaço aéreo. Realmente agora eles vão começar a organizar a liberação das pessoas que aqui estão. Isso pode levar não sei quanto tempo, porque tinha muitas pessoas para embarcar — relata Henderson.
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Ataques a Dubai
O ataque que atingiu os Emirados Árabes Unidos ocorreu no sábado (28), após ofensivas realizadas pelos Estados Unidos e por Israel. Em resposta, o Irã lançou mísseis que alcançaram países vizinhos no Oriente Médio.
Na ocasião, Henderson estava no Aeroporto Internacional de Dubai, aguardando um voo com destino a Madrid, na Espanha, antes do retorno ao Brasil.
— A gente começou a escutar algumas vozes dentro do aeroporto e quando nós percebemos o espaço aéreo tinha sido fechado. E obviamente avisaram então que tinha acontecido alguma coisa. A gente não sabia direito o que estava acontecendo. Todo o aeroporto foi convidado a ser esvaziado, todo mundo saiu — relembra.
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Ao retornar para a cidade, foi à procura de um hotel para se hospedar por tempo indeterminado, junto com colegas de viagem. Durante a noite de sábado, no entanto, saíram para jantar, pois o clima já estava “tranquilo”.
— Pessoal na marina passeando, tirando foto. Os restaurantes estavam todos cheios. A gente comeu, tranquilo, e voltou para o hotel. Quando era, mais ou menos, uma hora da manhã começou aqueles sinais no celular: “Procure um lugar seguro porque tem risco iminente de bomba” — conta.
Risco eminente de bomba
Junto com amigos, ficou abrigado na área da escada de emergência do hotel, mas a região não foi alvo de ataque. Desde então, aguarda a reabertura do aeroporto para conseguir retornar para casa.
De acordo com o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, as defesas aéreas interceptaram com sucesso nove mísseis balísticos, seis mísseis de cruzeiro e 148 drones.
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“Desde o início do ataque iraniano, 174 mísseis balísticos lançados em direção ao país foram detectados, dos quais 161 foram destruídos e 13 caíram no mar. Um total de 689 drones iranianos também foram detectados, com 645 interceptados, enquanto 44 pousaram em território iraniano. Além disso, 8 mísseis de cruzeiro foram detectados e destruídos, causando alguns danos colaterais”, informou o governo.
Os ataques resultaram em três mortes e 68 pessoas feridas. O ministério ainda afirmou que os sons ouvidos em várias partes do país são resultado da interceptação de mísseis e drones pelos sistemas de defesa.
Veja fotos dos mísseis abatidos em Abu Dhabi
Reabertura dos aeroportos
Nesta segunda-feira (2), o espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos foi liberado e as companhias voltaram a funcionar de forma gradual. Até a publicação desta matéria, no entanto, Henderson continuava em Dubai.
— Não tem avião chegando, não tem avião saindo ainda, mas eles comunicaram que vão reabrir o espaço aéreo, o que vai facilitar nossa saída daqui. Assim esperamos — disse ainda Henderson.
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Em nota, o Aeroporto Internacional de Dubai (DXB) e o Aeroporto Internacional Al Maktoum (DWC), ambos em Dubai, anunciaram que os passageiros devem aguardar a confirmação dos voos antes de irem até os terminais.
“Os viajantes são aconselhados a não se dirigirem ao DXB ou ao DWC a menos que tenham sido contatados diretamente por sua companhia aérea com um horário de partida confirmado, pois os horários estão sujeitos a alterações. Os passageiros devem continuar a contatar sua companhia aérea para obter as informações mais recentes sobre o status e os horários dos voos”, disse a administração.
Tensão entre EUA e países do Oriente Médio
Os Emirados Árabes Unidos se tornaram alvo de ataques após uma escalada de tensões entre três países. No sábado (28), os Estados Unidos e Israel realizaram uma ofensiva miliar afirmando que o ataque era necessário para conter o programa nuclear iraniano. Na ofensiva, o líder supremo Ali Khamenei foi morto, além dos chefes militares.
O ataque já deixou 555 mortos e, ao menos, 747 feridos, segundo informações da organização humanitária Crescente Vermelho, que atua em países muçulmanos, nesta segunda-feira.
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Como forma de retaliação, o Irã lançou ataques contra Israel e bases militares dos EUA no Oriente Médio, em países como Catar, Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein. O país iraniano afirma que a morte de Khamenei é uma ‘declaração de guerra contra os muçulmanos” e prometeu vingança. Já Trump ameaçou utilizar “força nunca antes vista” caso Irã continue retaliação.
No domingo (1º), o Irã escolheu um novo líder interino, o aiatolá Alireza Arafi, e prometeu eleger um novo líder supremo “em um ou dois dias”.










